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sábado, 31 de julho de 2021

Gramíneas autóctones

 



Habituados que estamos a só reparar nas flores e quase que nos esquecemos de que há muito mais para além delas no fantástico reino das plantas. 
As gramíneas (família Poaceae), são, de longe, a família mais bem sucedida no nosso planeta, ocorrendo em praticamente toda a superfície terrestre, seja de forma natural seja de forma cultivada ( o trigo, o milho ou o arroz são apenas alguns exemplos de gramíneas domesticadas).  

Das cerca de 10.000 espécies que ocorrem no nosso planeta são autóctones em Portugal cerca de 230, distribuídas por 72 géneros diferentes. É certo que as diferenças entre algumas são quase impercetíveis mas é também inequívoca a sua mais valia. Seja no restauro paisagístico, cobrindo o solo, por exemplo, seja na vertente ornamental. 

Nos últimos anos temos-lhe dedicado uma atenção crescente e hoje fazem parte do nosso plano de colheitas anuais espécies tão emblemáticas como as abelhinhas (Briza maxima) e os rabos-de-coelho (Lagarus Ovatus). 

Porém há muitas mais com claro interesse paisagístico que podem e devem fazer parte de qualquer jardim como é o caso da aveia-de-ouro (stipa gigantea) do esparto ( Stipa tenacissima) da melica (Melica ciliata) ou da Avenula sulcata ( sem nome vulgar conhecido).

Seja pela forma estética do seu porte, a altura, ou a cor das espiguetas ao longo do ano, há inúmeras que pode ser utilizadas com sucesso e que são alternativas às espécies exóticas, como as cortaderas ou Pennistuns, que frequentemente assumem um comportamento invasor. 

Na foto (sentido ponteiros do relogio): Lagarus ovatus, Briza maxima; Avenula sulcata; Stipa gigantea; Ammophila arenaria e Melica ciliata)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Estorno




A propósito da nossa última saída de campo pelo litoral da costa oeste, colocamos hoje a nossa atenção numa das espécies mais emblemáticas das nossas dunas, a Ammophila arenaria, também conhecida por estorno.

Esta planta, que é das primeiras a colonizar as dunas primárias formadas pela acção do vento, contribui com as suas raízes para a estabilização das areias e com isso para a fixação de outras espécies pioneiras.

Frequentemente confundida com os juncos, esta espécie pertence todavia à família das gramineas (gramineae ou Poaceae), uma das mais extensas do reino vegetal e que inclui inúmeras espécies domesticadas pelo homem para a sua alimentação como o trigo, o milho ou o arroz. Sendo sem dúvida a família do reino vegetal com maior importância económica não é também de estranhar que sejam as gramíneas a ocupar a maior área da superfície terrestre: cerca de 20%.

À parte estes factos é de referir que o uso ornamental das gramineas é em Portugal cada vez mais frequente, acompanhando as tendências paisagísticas que se observam noutros países europeus. Das diversas espécies nativas do nosso país com características e potencial ornamental, a que hoje evidenciamos destaca-se pela sua enorme resistência a solos pobres e áridos. 

Apesar de estar perfeitamente adaptada a solos arenosos - o meio onde evoluiu, não rejeita ser colocada noutros tipos de solos, desde que não excessivamente pesados ou argilosos os quais impedem o o normal desenvolvimento do seu sistema radicular.