quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Sementes de Portugal: 6º Aniversário!


As Sementes de Portugal assinalam hoje o seu 6º aniversário! 6 anos dedicados à promoção da flora silvestre do nosso país e totalmente focados numa missão: Oferecer a todos os que pretendiam e não encontravam, sementes das espécies mais emblemáticas da nossa flora! Para que tenhamos bosques e jardins cada vez mais  sustentáveis, resilientes e com maior biodiversidade! A todos os que nos seguem e, sobretudo, a todos os Clientes que ao longo destes anos sustentaram a nossa existência adquirindo-nos sementes: O NOSSO MUITO OBRIGADO! 

Nota - Em 24 de Outubro de 2013 publicámos o nosso primeiro post. AQUI.   Poderia ter sido escrito hoje e permaneceria perfeitamente actual!

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Novos Prados Floridos e Misturas apícolas


Há quatro anos  disponibilizámos pela primeira vez misturas de sementes de flora silvestre tendo em vista responder a uma lacuna que claramente existia no nosso país. Como escrevíamos na altura quem pretendesse ter uma solução diferente de um relvado verde, monótono e sempre aparado,  exigente em regas e em manutenção, dificilmente encontraria uma alternativa. E quando encontrava, o mais provável seria  encontrar misturas de espécies cuja grande maioria nem ocorre no nosso país. 

Beneficiando da experiência dos últimos 4 anos, aperfeiçoámos a composição dos diferentes tipos de misturas e neste Outono disponibilizamos as novas composições na nossa loja ONLINE. AQUI:

 - Prado Baixo
 - Prado Médio - espécies anuais
 - Prado médio - espécies perenes
 - Prado para solos arenosos do Litoral 

 - Mistura apícola & Insectos polinizadores - solos férteis e húmidos (na sua maioria espécies anuais)
 - Mistura apícola & Insectos polinizadores -  - solos secos ( na sua maioria perenes e arbustivas)

Todas as composições, de acordo com os diferentes propósitos, possuem diferentes proporções de gramíneas e de espécies de flores. Em todos os casos são composições desenhadas para garantir um período de floração o mais alargado possível proporcionando alimento para insectos e pequenos pássaros e, consequentemente espaços mais sustentáveis e com maior biodiversidade.




terça-feira, 1 de outubro de 2019

Catálogos de sementes de flora autóctone 2019-2020

Novo Catálogo Geral 2019-2020:  AQUI

Para quem semeia Outubro marca o início do ano e de um novo ciclo. É pois a altura indicada para publicar os nossos catálogos com as sementes que colhemos ao longo do último ano.

Este é o sétimo ano que o fazemos desde que aceitámos o desafio de acreditar que em Portugal, à semelhança do resto da Europa, haveria espaço para uma pequena empresa exclusivamente dedicada ás sementes da flora silvestre que ocorre em Portugal.

Na edição que hoje publicamos estão disponíveis sementes de 374 espécies. Face ao último catálogo de 2018, retirámos cerca de 30 espécies ( que pelas mais variadas razões não conseguimos colher) e adicionámos 11 novas espécies.

O catálogo não tem qualquer pretensão cientifica e organiza de forma simples as espécies pelos seus nomes científicos em categorias que são facilmente apreendidas pela maioria das pessoas que se interessam pela nossa flora. Está dividido nos seguintes capitulos:

Árvores - 44 espécies, tendo sido retirada uma- Pinus sylvestris,
Arbustos e sub-arbustos - 73 espécies - foram retiradas duas e voltámos a incluir a carqueja; 
Trepadeiras - 16 espécies - Adicionámos a última das madressilvas que nos faltava, a Lonicera implexa;
Herbáceas - 196 espécies - Saíram cerca de 30 espécies e adicionámos 7 novas: Polygonatum odoratum ( selo-de-salomão), Campanula rapunculus, Carthamus tinctorius e a Verbena Officinalis, mais interessantes do ponto de vista estético bem como duas que fazem parte da nossa etnobotânica: Saramagos e beldroegas.
Gramíneas - 24 espécies 
Alhos e bolbos - 21 espécies - Tendo sido adicionadas duas das espécies que para nós têm um enorme potencial ornamenta: Iris xiphium lusitanica e Gynandriris sisyrinchium.

A nossa missão, por peregrina que pareça a muitos, continua a ser a mesma: disponibilizar a todos os que o pretendam, sementes do maior número possível de espécies autóctones que ocorrem no nosso país. Germinar sementes é a melhor maneira de ter por perto as espécies silvestres que, seja qual for a razão que nos mover, quisermos ter por perto!

Terminamos por fim e como já vem sendo nosso hábito com duas referências da maior importância. A primeira, de agradecimento a todos aqueles que nos têm ajudado a trazer á luz do dia este projecto e que das mais variadas formas ajudaram a consolidar este catálogo geral. A segunda, de apelo ao feed-back que qualquer um considere relevante enviar-nos. Todos os comentários, sugestões e criticas, são bem vindos. E essenciais para nós!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Outono: Chegou o tempo de semear!


Depois de um Verão que se estendeu quase até ao último dia a que tinha direito, o Outono já se começa lentamente a instalar. Oficialmente o Equinócio de Outono de 2019 ocorrerá segunda-feira, dia 23 de Setembro, pelas 8.50 da manhã e aos poucos os dias mornos de tons quentes, com menos luz de dia para dia, acompanhar-nos-ão nos próximos 3 meses até ao Solstício de Inverno no dia 22 de Dezembro. Para muitos é considerada uma estação triste de dias chuvosos. Erradamente! O Outono é a segunda Primavera do ano, e no hemisfério norte, onde nos situamos, é o reinicio do ciclo da Natureza que nos rodeia e da qual fazemos parte. Visto com os olhos certos é a oportunidade para, de forma mais serena, recomeçar e decidir o que queremos para o período de expansão que nos será oferecido na próxima Primavera de 2020 bem como dos frutos que queremos colher no Verão de 2020! E se isto serve para quase tudo, serve sobretudo para todos aqueles que este ano decidirão regressar à terra e ao Jardim! Reunidas as condições perfeitas de temperatura e humidade, damos as boas vindas a mais uma gloriosa época das chuvas. Chegou o tempo de semear hortas e jardins. Mais sustentáveis, com mais biodiversidade e com as espécies mais emblemáticas da nossa flora silvestre!


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Homenagem ao Mestre José Salgueiro


A nossa homenagem e o nosso Obrigado ao mestre José Salgueiro cujo corpo faleceu ontem dia 28 de Julho! O sopro vital que o animou durante mais de 100 anos não morreu e dará certamente lugar a outras formas e outros feitios aqui ou noutro lugar qualquer. Mas, mesmo que assim não fosse, ficava a certeza de que a energia, amor e generosidade com que viveu a sua longa vida continuarão a inspirar todos aqueles ( e foram imensos) que tiveram o privilégio de o conhecer. Um espírito assim, fecundo, nunca morre! Resta-nos também a enorme satisfação de ter sido amplamente homenageado em vida e de nos últimos 20 anos, muito pela mão da Marca -Associação Desenvolvimento Local, o seu saber e experiência terem sido devidamente salvaguardados para o Futuro!

Nota - Evidentemente obra do acaso, mas é de anotar que em Portugal 28 de Julho é o Dia dedicado à conservação da Natureza!

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Verão: Tempo de Colher e Preparar


Às 16h54 minutos de hoje assinala-se o inicio oficial do Verão no hemisfério Norte. Nesse momento, em que ocorre o  Solstício, o nosso planeta, na órbita que percorre ao longo do ano em torno do sol, receberá a luz solar que incide sobre a linha do equador com a máxima declinação. O que na prática será percebido por nós como o ponto em que o Sol atingirá a altura máxima, proporcionando em consequência o dia com a maior duração do ano: cerca de 14h53m , quase 15 horas!

Curiosamente, apesar de associarmos o Verão aos dias longos, a realidade é que a partir de hoje a duração dos dias irá diminuir, todos os dias!, um bocadinho até que igualará a duração da noite daqui a 3 meses em 23 de Setembro, momento que o dia e a noite terão a duração de 12 horas (Equinócio!). 

Muitas das festas populares de Junho, como os Santos e sobretudo o S. João, são na realidade festas ancestrais de celebração das colheitas, que normalmente se faziam e fazem por estas alturas da trajectória em volta do Sol. É um facto que hoje em dia, em que a grande maior parte de nós vive em ambiente urbano e desempenha actividades que não relacionam com a agricultura, temos tendência a pensar que o Verão é apenas a melhor altura de ir à praia, passear e descansar. Porém, sendo certo que também o é, o Verão é sobretudo o tempo para colher o que se semeou desde o Outono. E, acto continuo, começar a preparar o reinicio do próximo ciclo que será possível a partir do próximo Outono. A fábula da formiga e da cigarra atesta isso mesmo- pode-se descansar e tocar guitarra mas convém não esquecer que o Verão é estação de trabalho árduo!

E para nós será isso mesmo: A estação das colheitas em que já estamos a colher as sementes das espécies mais emblemáticas da nossa flora que poderão ser semeadas a partir de Outubro! Daí que nestes próximos 3 meses, mais do que falar em semear, iremos partilhar e colocar a nossa atenção nas sementes!

Não se pense porém que agora a Natureza só tem sementes para colher! Os seus ritmos apurados não permitem "colocar todos os ovos no mesmo cesto" e continuará a ser possível usufruir da beleza de muitas espécies que se foram programado para florir no Verão. Serão em menor numero, mas existem! Também iremos partilhar sobre elas. Seja nas zonas litorais da costa, seja nas zonas húmidas, há espécies incríveis que prolongarão a Primavera até ao final de Agosto! 

Na realidade, apesar de cada estação ter uma tónica dominante, se analisarmos com atenção em todas elas podemos observar sinais das restantes. No limite há tempo para Semear, Descansar, Usufruir e Colher em todas elas. E se analisarmos com mais detalhe o mesmo podemos observar na duração de um dia qualquer, seja ele de Primavera, de Verão de Outono ou de Inverno e o importante é perceber a tónica de cada momento para que os dias, meses, estações e anos sejam vividos da forma harmoniosa que todos ambicionamos!

A todos os que nos seguem os votos de um bom Verão: A descansar, a Usufruir mas sobretudo a Colher pensando já em Semear!



quarta-feira, 12 de junho de 2019

Loendros das ribeiras algarvias



Se é um facto que a Primavera começa mais cedo no Algarve, o Verão também lhe segue as pisadas e o início de Junho já é marcado pelas cores mais ocres e douradas dos campos do Sul. 

Porém no meio da secura algarvia, quando ainda a Primavera vai a meio no Alto-minho, há, no interior do barrocal Algarvio, autênticos oásis de frescura como é o caso da área protegida Fonte da Benémola, perto de Querença-Loulé. Se motivos faltassem para uma visita - que não faltam!, ver os loendros em flor nas margens da ribeira justificam plenamente a viagem. 

Esta espécie (Nerium oleander), que na realidade é autóctone das margens das ribeiras do Sul do país, paga hoje na jardinagem um preço alto por ser pouco exigente, muito adaptável e de prolongada e generosa floração. 

Como não é exigente instalaram-na em tudo o que era auto-estrada e hoje para muitos é a banal flor das auto-estradas. 

Como tem floração prolongada nos meses de Verão desdobraram-na em dezenas de cultivares das mais diversas cores para facilitar o trabalho de jardineiros que gostam de dar, sem grandes esforços, aspectos tutti-fruti aos jardins que cuidam(neste particular, no Algarve loendros e buganvílias das cores mais diversas têm sido  a melhor forma de colmatar a falta de imaginação!). 

Entretanto e em sinal da falta de gratidão humana descobriram que toda a planta tem compostos potencialmente tóxicos para a nossa espécie, havendo hoje quem dedique energias a defender a sua eliminação do espaço público (Como se fosse normal e frequente alguém andar a ruminar folhas e flores de loendros!!) 
Dito isto, o Loendro é evidentemente uma espécie a ter por perto. Se possível sem exageros e nas cores originais em lugar fresco tendo por companhia freixos e amieiros. Porém, se tal não for possível, deve sempre ter-se um loendro por perto. Mais não seja para lembrar que às vezes adaptabilidade e generosidade a mais se saldam sempre  aos olhos dos outros em vulgaridade!