quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Parceria Sementes de Portugal - ABAE


ABAE, assim escrito, poucos reconhecerão de que entidade se trata e do que faz. Mas se referirmos que é a Associação Bandeira Azul da Europa, uma organização não governamental responsável no nosso país por gerir o programa das Bandeiras-Azuis, que distingue as melhores praias de Portugal, e o programa Eco-Escolas, que em centenas escolas promove acções de educação e sensibilização para sustentabilidade e educação ambiental, temos já uma ideia da importância da sua acção.

Uma acção totalmente direccionada para a educação ambiental e para a sustentabilidade, essencial  para que no futuro tenhamos novas gerações de cidadãos mais conscientes e envolvidos na defesa activa do nosso planeta.

Daí que tenha sido com muita satisfação que celebrámos um protocolo de parceria não só com o programa Eco-escolas mas também com todos os restantes programas dinamizados por esta Organização Não Governamental e que, entre outras coisas, permitirá que todos os seus sócios possam adquirir, através da sua loja on-line, as sementes das espécies mais emblemáticas da nossa flora com um desconto de 50%.

Estamos convictos de que em matéria de responsabilidade social esta é muito possivelmente a melhor maneira de contribuirmos para a promoção da importância da nossa flora: possibilitar que nas centenas de projectos liderados por professores de Norte a Sul de Portugal seja ainda mais fácil semear!


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Sementes de Portugal: 4º Aniversário!




Assinalamos hoje, dia 24 de Outubro, o nosso 4º Aniversário!

Na escala de uma vida humana 4 anos não são nada, mas na de um projecto peregrino, com natureza empresarial, persistir e sobreviver 4 anos  é para nós um enorme motivo de alegria e satisfação.
Como escrevíamos nessa altura, AQUI, abraçávamos nesse dia de Outono de 2013, a missão de tentar que em Portugal, e à semelhança do que já existia há tantos anos noutros países europeus, existisse uma empresa que disponibilizasse sementes das espécies autóctones da flora portuguesa. As suas potencialidades, o interesse que reuniam em matéria de paisagismo e jardinagem, a possibilidade de contribuir para a renaturalização dos mais diversos espaços, e sobretudo a nossa profunda crença de que podemos  e devemos ter espaços verdes mais bio-diversos e ecologicamente sustentáveis, fizeram-nos acreditar, desde o inicio, de que a nossa missão faria todo o sentido existir.

Fazia e Faz! Ao longo destes quase 1500 dias contribuímos para que cada vez mais pessoas estejam atentas à importância das espécies silvestres da nossa flora e que, caso seja essa a sua vontade, seja hoje muito mais fácil  encontrarem as sementes de espécies emblemáticas que fazem parte do nosso imaginário colectivo.

Apesar de apostarmos na dessacralização de temas que são demasiadas vezes capturados por discursos "científicos" herméticos e inacessíveis, as sementes de Portugal serão sempre, evidentemente, uma empresa - projecto de nicho. Não temos nem a veleidade, nem a vontade, de sermos uma grande empresa de comercialização de sementes. Mas continuamos a acreditar e a ter a certeza de que poderemos acrescentar valor promovendo o que é para nós fundamental: a nossa reconecção com os elementos e  com as outras formas de vida com quem partilhamos o nosso planeta Terra.

E gostando nós de eco-sistemas enche-nos igualmente de satisfação saber que a nossa empresa, embora de pequena dimensão, faz hoje parte do eco-sistema económico e social que é a nossa sociedade, na qual vivemos e para a qual desejamos contribuir com a nossa energia. 

Totalmente financiado pelas vendas junto dos seus clientes, contribuindo para a Segurança Social e cumprindo as suas obrigações fiscais, como qualquer outra actividade económica suportada pelo mercado, as Sementes de Portugal incorporam o resultado do trabalho de outras empresas e são hoje parceiras, acrescentando valor, de  comerciantes e empresas que promovem o melhor do nosso país. Colaboram com diferentes Universidades e Institutos Politécnicos,  estão integradas em associações como a Sociedade Portuguesa de Botânica e a Associação de Jardinagem em climas mediterrânicos e, o que é da maior importância para nós, têm um papel activo em projectos de enorme impacto em matéria de responsabilidade social como o Programa Eco-Escolas e o Projecto Futuro 100.000 Árvores - da Região metropolitana do Porto.

Neste 4 anos existiram naturalmente muitos desaires e dificuldades que não ultrapassámos como gostaríamos. Mas em dias de aniversário preferimos antes focar-nos no muito que pode e deve ainda ser feito. Como há quatro anos, continuamos com a mesma energia e a mesma certeza: A Flora autóctone tem tudo para fazer parte do nosso Futuro!

A todos aqueles que nos têm ajudado a fazer crescer esta ideia: OBRIGADO!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Baixar os braços


Nesta altura do ano gostaríamos de apenas falar sobre sementeiras,  o que semear e qual a melhor maneira de o fazer. Mas o infortúnio, sem qualquer paralelo, que se abateu este fim-de-semana sobre o nosso país detém-nos uma vez mais. O cenário de destruição de Pedrogão Grande repete-se, supera-se e pulveriza-se. Para nós, considerar que esta tragédia é um cenário que devemos considerar como normal, condenado a repetir-se, e com o qual teremos de aprender a conviver,  é demasiado grave para um país que se pensava soberano. E quando não conseguimos proteger e defender sequer a que era possivelmente a melhor e mais bem ordenada floresta do nosso território - O pinhal de Leiria, ardido em 80%, há mesmo uma reflexão profundíssima a fazer com óbvias ilações a retirar. Ou se reconhece que houve incapacidade, uma vez mais,  ou então é evidente que somos um país que simplesmente não pode ter floresta.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Uma Arca de Noé. De sementes Portuguesas.


No passado dia 6 de Outubro, em Braga, o Banco Português de Germoplasma Vegetal, em conjunto com a  ATAHCA - Associação Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, assinalou os seus 40 anos promovendo uma conferência Internacional sob o tema “Conservação dos Recursos Genéticos: na Alimentação, nos Sistemas de Produção e nos Bancos de Germoplasma”.

Não obstante estarmos sobretudo focados nas sementes das espécies silvestres para fins ornamentais e paisagísticos, foi para nós um privilégio poder assistir ao conjunto de apresentações e diferentes painéis de oradores que, com enfoques diversos mas complementares, perspectivaram a extrema importância dos nossos recursos genéticos vegetais numa perspectiva da segurança alimentar das gerações futuras.

O Banco Português de Germoplasma Vegetal, integrado hoje no INIAV e localizado em Merelim- Braga, tem uma designação que, temos de reconhecer, assusta a maior parte de nós. É um nome, diríamos, demasiado hermético para designar o que é na realidade e que qualquer um tem facilidade de perceber a importância:

DIriamos antes que é sim uma imensa Arca de Sementes que conserva o essencial das espécies que os nossos agricultores utilizam para produzir os alimentos que consumimos: Os cereais, as leguminosas, as hortícolas, e tantas outras espécies nas suas inúmeras variedades regionais que ao longo dos séculos foram sendo seleccionadas pelos nossos antepassados. É, portanto uma Arca de Noé. De sementes Portuguesas. Que garante que o essencial desse valioso património colectivo é guardado e passado às gerações futuras. Só isso e já é imenso!

Atenção: Não é uma loja de sementes nem disponibiliza sementes a coleccionadores e interessados! A sua missão é simplesmente preservar!

Esta Arca de Noé, iniciada em 1976 pela prof. Renna Farias - uma cidadã brasileira que, tivemos nós essa sorte, dedicou a energia da sua vida a construí-la para nós, e hoje continuada pela Eng. Ana Barata - que, mais não fosse pelo facto de também ser mulher, nos garante que a sua missão de guardar a agro-biodiversidade continua em boas mãos guardiãs. Está entre os mais de 1700 que existem pelo mundo e destaca-se, pela quantidade e diversidade de sementes guardadas, no grupo dos 170 mais importantes, conforme reconheceu a FAO em 2016.

Dos diferentes painéis e oradores, gostaríamos de destacar, cometendo a injustiça de não referenciar muitos outros igualmente relevantes,  a apresentação da Investigadora e professora Dulce Freitas que muito recentemente viu o seu projecto de investigação sobre a introdução das sementes na Península Ibérica ser seleccionado pelo Conselho Europeu para a Investigação (AQUI) E que nos próximos anos irá estudar como se processou,  a partir da Ibéria de meados do século XVIII, a introdução das espécies oriundas dos novos mundos descobertos, revolucionando a alimentação e proporcionaram o crescimento populacional sem precedentes que a partir daí toda a Europa alcançou.

Nota final - Talvez mais subtilmente do que o desejado, este texto pretende também ser uma desenvergonhada homenagem às mulheres que individualmente e no seu todo, em Portugal e em tantos, tantos outros sítios do mundo, chamam a si a tarefa de guardar as sementes para o Futuro. Fecundas como a terra que semeiam são e serão sempre a única terra de onde poderá, um dia, brotar alguma coisa! E é tanto assim e está de tal forma enraízado no nosso sub-consciente, que, enquanto esta missão tiver nome de Banco a cobrir a sua evidente natureza materna, dificilmente alguma vez será compreendido e apreendido à primeira pela maior parte de nós!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Galardões Eco-Escolas - Dia das bandeiras verdes 2017


Participámos hoje no Dia das bandeiras verdes 2017, realizado no parque desportivo de Mafra e que, pode dizer-se é o dia maior do Programa Eco-Escolas promovido pela ABAE, Associação Bandeira Azul da Europa.

Um dia maior de um Programa MAIOR! que ao longo de 2017 e há já varios anos trabalha com centenas de escolas, professores e alunos em acções orientadas para a sustentabilidade e a educação ambiental. Ao longo deste dia forma mais de 4000 os alunos que oriundos de escolas de todo o país que participaram nas mais diversas actividades .

Um dia para a apresentação dos resultados do que se fez no último ano lectivo; para reconhecer o muito trabalho desenvolvido e sobretudo para preparar o novo ano que agora começa e a estratégia para 2017-2018 que será muito centrada nas questões da nossa floresta autóctone.

Além de termos participado na Eco-mostra, junto com dezenas de projectos das mais diversas naturezas e que, como nós, acreditam que a aposta na educação ambiental é o que de mais relevante podemos fazer para que tenhamos concidadão cada vez mais conscientes de que a Terra é a nossa casa, tivemos ainda o privilégio de colaborar com a ABAE num desafio colocado a todos os participantes que receberam a oferta de um pacotes de sementes de pinheiro-manso!

Se tudo correr bem, e vai correr, serão mais 4 mil experiências mágicas de germinação que tivemos o privilégio de poder ajudar a concretizar!

Obrigado ABAE! Votos de um grande Eco-escolas neste ano lectivo a todos os professores e alunos. Em 2018 voltaremos certamente a encontrar-nos!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Outono: Tempo de semear!



Hoje é oficialmente o último dia de Verão e mais logo, pelas 21h02minutos, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, ocorre o equinócio de Outono, isto é  o " instante em que o ponto central do sol passa no equador" e em que, pelo menos em termos de percepção, o dia iguala a noite em duração. 

Na realidade e aspectos astronómicos à parte, a verdade é que poucos de nós ainda conseguem sentir que estamos no Verão. São dias perfeitos e de temperatura agradável, mas de luz coada e humidade no ar,  com tonalidades de cobre,  que deixam antever a diminuição dos dias que se aproxima.

Porém, longe de ser melancólica, o Outono é uma estação vibrante de oportunidades! Para nós, a melhor época para semear a maior parte das sementes das espécies autóctones , as quais encontram agora as condições perfeitas de luz e humidade para que a vida que nelas existe desperte e enraíze antes da chegada do Inverno, em meados de Dezembro.

Em Portugal e em muitos outros países do hemisfério norte convencionou-se que as mudanças de estação ocorrem nos equinócios e nos solstícios. Mas convém ter presente que é apenas uma convenção, que não existe qualquer entidade galáctica que ordene e legisle o tema! Para nós, por exemplo, a prática irlandesa faria muito mais sentido. Numa manifestação da sua herança céltica e do seu calendário com apenas duas estações, o início das estações tem ligeiros desvios, começando o Outono a 1 de Setembro (O Inverno a 1 de Dezembro, a Primavera a 1 de Março e o Verão a 1 de Julho). 

Todavia, apesar de relevante, admitimos que seria o cabo dos trabalhos mudar hábitos tão instalados. Daí que nos foquemos no absolutamente essencial e que é relembrar, para o caso de nos termos esquecido, que vivemos num planeta perfeito que todos os dias faz o seu caminho de forma impecável, sem oficinas nem custos de manutenção!

A uma agradável e discreta velocidade de 30 kms/s ou 108.000 km/hora! A velocidade certa e aconselhada para percorrermos sem percalços de maior os 930 milhões de Kms que iremos fazer juntos com o nosso planeta nos próximos 365 dias!

Uma boa época de sementeiras e uma boa viagem nós próximos 30 dias, para todos os que nos seguem, são os nossos votos! 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Catálogo Geral de Sementes de Flora autóctone - 2017-2018


Setembro é para nós o início  do Tempo de Semear e, como tal, a altura indicada para publicar aquele que será sempre o nosso catálogo mais importante: O Catálogo Geral de Sementes autóctones. Um catálogo que editamos pela 5ª vez e que na prática sintetiza um ano de trabalho intenso com um objectivo em em mente: O de disponibilizar a todos os que o pretendam, sementes do maior número possível de espécies autóctones que ocorrem no nosso país.

Germinar sementes é a melhor maneira de ter por perto as espécies silvestres que, seja qual for a razão que nos mover, quisermos ter por perto. E se é verdade que no nosso país não temos grande tradição de jardinagem, também é verdade que são cada vez mais aqueles que consideram a flora silvestre aquela que mais qualidades oferece se pretendermos ter jardins únicos, sustentáveis e sofisticados.

É evidentemente um mercado de hiper-nicho mas que por ser tão pequeno encerra em si toda a esperança do mundo: É que, qualquer que seja a perspectiva, só pode crescer! Como não nos cansamos de repetir, germinar sementes está longe de ser uma ciência esotérica e qualquer um, desde que munido de vontade, o poderá fazer.

O presente catálogo contém sementes de cerca de 371 espécies da nossa flora. Mais 31 que na edição do ano passado e que nos aproxima do número que já há  alguns anos temos em mente:  isto é, os 10% da nossa flora que, no mínimo, têm relevância ornamental. 

O catálogo não tem qualquer pretensão cientifica e organiza de forma simples as espécies pelos seus nomes científicos em categorias que são facilmente apreendidas pela maioria das pessoas que se interessam pela nossa flora.  e que a partir de agora Nesta edição é constituído pelos seguintes capítulos: 

  • Árvores - 42 espécies, tendo sido adicionadas as espécies de Quercus mais relevantes
  • Arbustos e sub-arbustos - 70 espécies, das quais destacamos novas espécies de Ericas e Thymus e a muito ornamental Cornus sanguinea
  • Trepadeiras - 13 espécies - mais uma espécie: Clematis campaniflora
  • Herbáceas - 205 espécies - adicionadas mais 11 espécies, destacando-se as Cerinthe major (Chupa-mel), Dianthus broteroi (cravinas-bravas) e Lysimachia vulgaris (Grande Lisimaquia)
  • Gramíneas - 25 espécies - mais uma espécie: Typha domingensis
  • Alhos e bolbos - 16 espécies.
Sempre que possível acrescentámos ainda o nome vulgar pelo qual a espécie é conhecida. No catálogo deste ano distinguimos também as espécies que além de ornamentais são consideradas como aromáticas, medicinais ou utilizáveis na nossa alimentação. Pelas diferentes categorias podem encontrar-se cerca de 40 dessas espécies, das quais destacamos a Valeriana, a Betónica e a Malva silvestre para dar apenas alguns exemplos.

Terminamos por fim e como já vem sendo nosso hábito com duas referências da maior importância. A primeira, de agradecimento a todos aqueles que nos têm ajudado a trazer á luz do dia este projecto e que das mais variadas formas ajudaram a consolidar este catálogo geral. A segunda, de apelo ao feed-back que qualquer um considere relevante enviar-nos. Todos os comentários, sugestões e criticas, são bem vindos. E essenciais para nós.