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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Edição Especial: Girassois de Verão!




Mas quem é que nunca se deixou maravilhar por um campo de girassois!?!? Em Portugal, sobretudo nos campos do Alentejo, é difícil não ficar deslumbrado com as extensões a perder de vista de girassois geometricamente perfilados com milhões de infloresçências a moverem-se de forma sincronizadas e perfeita em torno do Sol.

São uma das nossas imagens de marca  e estão indissociavelmente ligados às memórias de muitos dos nossos Verões. Daí que mesmo não sendo uma espécie nativa do nosso país é, como outras, uma espécie que já ganhou direitos de cidadania no nosso imaginário.

E não é por falta de outras plantas autóctones, que também florescem no Verão e que por aí existem debaixo dos nossos olhos, à espera de ser vistas! Mas esta espécie, originária do continente americano, e com tantas qualidades ao ponto de hoje ser uma importante cultura em todo o mundo, é demasiado emblemática para que não lhe prestemos a devida homenagem.

 Faz por isso todo o sentido termos uma edição especial de sementes de girassol! Num pacote com um design também ele especial, juntámos cerca de 50 sementes prontas a serem semeadas e a florir em qualquer varanda, terraço ou jardim. A variedade é de pequeno porte - cerca de um metro de altura e tem uma floração abundante e demorada! Acresce a isto que é de fácil germinação e, com alguns cuidados, cresce muito rapidamente!

A partir deste fim de semana e até ao fim do Verão estarão disponíveis apenas em algumas lojas parceiras das Sementes de Portugal: Na Vida Portuguesa em Lisboa e Porto; Na Casa da Bli, em Lagos,  na Casa das Portas, em Tavira e nas lojas Bairro Arte, de Porto e Lisboa.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Tempo de colher



À semelhança de anos anteriores o Verão é para nós a estação das colheitas por excelência e como tal uma das alturas de mais trabalho no ano. Daqui até Setembro a nossa principal preocupação será a de preparar a nova época de sementeiras que se iniciará nos fins de Setembro/inícios de Outubro.

Estamos a renovar os nossos stocks e é já certo que iremos acrescentar novas espécies, seja no nosso catálogo geral de sementes seja no nosso catálogo de pacotes que conta actualmente com 50 espécies mas que nós pretendemos fazer crescer até ás 60.

O Verão não é a melhor altura para semear, mas sendo o período de férias por excelência, é o tempo de descansar e de começar a pensar que sementes gostaríamos de germinar no próximo Outono. De Norte a Sul de Portugal as sementes das espécies mais emblemáticas da nossa flora estão disponíveis nas lojas de que mais gostamos no nosso país.

Por fim e sendo certo que os máximos de floração já ocorreram na Primavera, convém não ignorar que durante o Verão ainda há espécies autóctones em floração. Em menor número, é certo, mas de tonalidades inconfundíveis. Como os campos de azul-celeste de chicória, ou almeirão, que nos acompanha de meados de Junho até meados de Agosto, e que é uma das nossas preferidas como escrevemos AQUI.

Mas há mais espécies de encher o olho que nas próximas semanas iremos partilhar aqui. Até lá, boas férias, ou se preferirem, o mesmo é dizer, boas colheitas!


terça-feira, 13 de junho de 2017

Plantas do Estio Algarvio

Plantas em flor no início do Verão Algarvio, Horta da Lapa- Algoz, Algarve

Há pouco mais de uma semana fizemos referência aos benefícios do clima atlântico que caracteriza a região do Porto e que lhe permite dispor de jardins e espaços verdes de causar alguma inveja.

Mas o facto é que a maior parte do país não goza de tanta chuva, enquadrando-se no que se convencionou chamar de clima mediterânico, com uma estação seca é severa e prolongada. E pretender ter aí os jardins que se vêm no Porto, ou em Inglaterra, é evidentemente, pouco aconselhado. Em vez de espaços de fruição o máximo que se consegue são sorvedouros de água.

O Algarve - essa região que bem vista com atenção é seguramente o segundo reino maravilhoso de que dispomos no nosso território, é a nossa região de clima de tipo mediterrânico por excelência: a uma semana do início oficial do Verão, há pelo menos 15 dias que ele na realidade já por aqui se instalou, com as searas já maduras e os serros a caminharem para a secura.

Porém, contrariamente ao que se possa pensar, há ainda muita cor que poderá inspirar outras jardinagens que se queiram libertar do "tem que ser assim" e pretendam construir  espaços mais consentâneos com as características do solo e clima da região. 

Nessa jardinagem, que acontecerá inexoravelmente, são muitas as espécies endógenas da flora Algarvia que se poderá escolher. Mas há quatro que serão de certeza incontornáveis: O tomilho-de-creta (Thymbra capitata), a perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas), o fel-daTerra (Centaurium erythraea) e os suspiros-dos-montes (lomelosia simplex).

Quem achar que são outras as cores que os ocres do Algarve pedem, que se chegue à frente!


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Alcachofra de S. João


Junho já é mês de colheitas, mas, como dizíamos no nosso último post, há outras espécies da nossa flora que continuam a florir até ao fim do Verão. E são várias as plantas que nesta altura apresentam o seu máximo de floração.

E como Junho é também o mês dos Santos Populares, o que é mesmo é que dizer das festividades pagãs que celebram o solstício de Verão, como publicámos aqui em Junho de 2015 e de 2014, esta é a oportunidade perfeita para voltar a um dos nossos cardos preferidos e que em muitas regiões de Portugal é conhecida como Alcachofra-de-S.- João.

Vulgar no centro e Sul de Portugal é uma espécie vivaz perfeitamente adaptada às condições do nosso clima e que não exige qualquer cuidado particular. É verdade que tem espinhos, mas também as rosas os têm e não é por isso que são menos populares. Será tudo uma questão de arrumação no espaço que estiver disponível!

A cor mais vulgar das suas inflorescências é o Azul-lilaz. Existem porém populações cujas alcachofras são de cor branca (Cynara humilis forma alba). A nossa aposta, desde que nos dedicamos a este tema, é que a conjugação harmoniosa das duas cores poderá, em jardinagem, proporcionar composições com bastante interesse.

E se mais razões não existissem, a vontade de um dia vermos essas composições num qualquer jardim publico ou privado, é motivo mais do que suficiente para a nossa promoção no presente mês de Junho. A quem na nossa loja on-line adquirir três pacotes de sementes, oferecemos dois pacotes de sementes de Alcachofra de S. João: Um de alcachofras de cor lilaz e outro de alcachofras de cor branca

Nota final - Para quem pretender aprofundar esta espécie deixamos aqui  o link da Fernanda Delgado que no seu blogue Plantas e Flores do Areal dedicou, em 2011, um extenso e completo post a esta espécie. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Cardo mariano e Preconceito


Uma nova semana e uma nova espécie para evidenciar. E voltamos a mais um cardo. O cardo-mariano.

Quem nos segue há pouco tempo já deve ter pressentindo a nossa predilecção por cardos. Tem razão para o pensar. Numa certa perspectiva as plantas assim designadas estão na nossa flora como os lobos na fauna. Pouca amadas popularmente, recebem o título todas aquelas plantas que desenvolverem espinhos. Deixámos de as reconhecer, mas da fama de más já não se livram.

O que é errado. Desde logo convém voltar a referir que "cardo" não é género botânico, sendo antes uma designação de "agregação popular" para ensacar plantas de géneros e famílias diversas, como, aliás referimos AQUI, possuem os tais espinhos.

O cardo de hoje, Silybum marianum, tem na nossa perspectiva interesse ornamental seja pelas inflorescências seja pelas enormes folhas verde matizadas de branco. É esteticamente bonito. Mas reconhecemos que pode ser arrojado tê-lo ao pé da porta e os seus espinhos são pouco meigos. Que tem aplicações medicinais também é conhecido - basta passar por uma ervanária, perguntar soluções feitas com os seus extractos e ver a quantidade.

O que é menos conhecido é o seu uso alimentar. E é esse que, por experiência própria recente, vivamente aconselhamos. As suas folhas, robustas, uma vez desprovidas dos pequenos espinhos que possuem na margens, são um bom ingrediente quer em saladas (se as folhas forem jovens) quer incluídas em sopas e a par de outras hortaliças. Mas há até quem faça esparregado com elas. E quem as provar vai quase de certeza ficar a pensar até onde os preconceitos se conseguem estender. Imaginem, até aos cardos. Afinal, inofensivas, deliciosas e sucolentas folhas...




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cardo-leiteiro II


Quem nos segue há mais algum tempo sabe da nossa predilecção por cardos e, na hora de escolhermos uma 3ª espécie que possa fazer parte de qualquer horta ou jardim, voltamos ao Cardo-leiteiro.

A extensa lista de espécies de que dispomos na nossa flora silvestre permitia-nos continuar a publicar posts sem nunca as repetir. Mas isso tem vários "senãos": Ignora o Esquecimento, essa faculdade tantas vezes útil mas tem os seus defeitos, e deixa de fora aqueles que só mais recentemente entram em contacto com o nosso projecto.

Razões pois mais do que suficientes para repormos em memória o que AQUI escrevemos há mais de dois anos e que continua perfeitamente válido. A espécie Cynara cardunculus é uma daquelas plantas emblemáticas que à parte os picos das inflorescências, só tem qualidades!

Além da óbvia utilização que justifica o seu nome popular, no processo de fabrico de queijos, é uma planta cujos tons verde-cinza das folhas lhe confere evidente potencial ornamental durante o Inverno e a Primavera. Acresce a isto que é uma planta cujas inflorescências são muito apreciadas  pelos insectos polinizadores e não só: na agricultura biológica é, por exemplo, utilizada para atrair joaninhas as quais são um poderoso aliado no combate de algumas pragas. Tê-la num canto da horta ou do jardim é pois uma boa decisão.

E, como nunca é demais referir, é uma espécie resistente, perfeitamente adequada ao nosso clima e que não exige regas ou especiais cuidados. Depois da sua ´floração nos meses de Maio a Junho seca e quase desaparece. Mas nada que justifique preocupação, pois é uma planta vivaz cujas raízes voltam a rebentar com as primeiras chuvas do Outono.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Flores no fim do Verão

cardo-do-visco -  Atractylis gummifera

A propósito de uma visita a Sagres e ao cabo de S. Vicente, escrevemos hoje sobre duas plantas que, aparentemente sem razões plausíveis, têm o estranho hábito de florir por esta altura. Não que sejam especialmente raras, que não são, pois encontram-se disseminadas um pouco por todo o território centro e sul de Portugal, mas foi ali, na Costa Vicentina, que acabámos de as ver. Sinal pois de que é o momento certo para partilhar o que já há algum tempo andávamos para escrever.

Apesar de relativamente vulgares a verdade é que a maioria de nós nem dá por elas. Por distracção, porque apesar de tudo são facilmente notadas. Quer o cardo-do-visco (Atractylis gummifera) quer a cebola-albarrã (Urginea maritima) são plantas cuja flores, de inegável beleza, têm o mau feitio de se fazerem em contra-ciclo. Quando quase tudo o resto passou a maior parte dos últimos três meses a amadurecer sementes e, se possivel a tentar chegar vivo a um novo ciclo, estas estiveram recolhidas no solo, escondendo todos os sinais de vida da superfice. Para elas, o momento certo para se revelarem é mesmo nos últimos minutos do filme.

Perante tal incompreensibilidade há mesmo quem chegue a desconfiar da atitude, enventualmente um pouco trocista, face á miséria generalizada em seu redor. Dcidir florir nesta altura ...quase que parece de novo-rico.... Há tambem quem lhes anteveja o papel melancólico, próximo do das populares sul-africanas acucenas. de terem a seu cargo a  tarefa odiosa de anunciarem aos humanos a enorme desgraça que é o fim do Verão e o consequente início da descida ao Inverno. 

Para nós porém, que não somos antropocentricos, a  missão destas florações a destempo são tão só e apenas uma. São o alento para que as inumeras espécies vizinhas, que penam há meses à chapa do sol, não desistam. Incitam-nas a não desesperarem e que dêm tudo por tudo nesta recta final da maratona. Mais alguns dias apenas e chegarão com vida ás primeiras chuvas que aí vêm. São, se quisermos, na popular linguagem de gestão, flores motivacionais e, como tal,  fundamentais para um jardim que se quer a trabalhar em equipa,

Estas evidências tornam pois a sua presença ainda mais incontornável e pertinente num jardim. Tê-las é ter a segurança de um marcador preciso e infalível  que nos avisa, subtil e sem uso de alarmes ruidosos , que vem aí um novo tempo. O tempo de recomeçar. 

Ou, dito de outra forma, que se arrume o que eventualmente se colheu, e que se preparem as sementes do que se quer ver florir na Primavera de 2016. Todos os elementos, o Sol, as chuvas, os planetas estão todos a dar os passos necessários para a sincronização geral apurada ao longo de milhões de anos.

Não há dúvidas. Nesta latitude, tudo se compõe para começar em breve um novo ciclo!

cebola-albarrã - Urginea maritima

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Um bom exemplo de horticultura - A Lirium, em Alcobaça



Assinala-se hoje o dia Mundial do Ambiente. Para nós todos os dias são bons dias do Ambiente, e, por coincidência, aproveitámos uma deslocação da Fernanda Botelho a Alcobaça para visitar dois espaços que são daqueles que merecem visitas em qualquer dia do ano.

O primeiro desses espaços é o projecto da Lirium em Casal dos Ramos, a poucos quilómetros de Alcobaça. É verdade que o Ricardo Ferreira tende a considerar-nos exagerados sempre que elogiamos o seu trabalho, mas isso é por manifesta e excessiva humildade dele. O facto é que não deve haver muitos espaços em Portugal onde tão bem se tenha posto em prática o verdadeiro espírito da boa horticultura e que só é possivel criar quando há paixão e muito trabalho.

Sem dúvida que existem já outros bons espaços e jardins de flora autóctone, mas um que seja a mistura perfeita de horta e jardim é que não deve (ainda) haver muitos. Claro que tem legumes e hortaliças das mais diversas, mas também lá estão verbascos, scabiosas, dedaleiras, malvas, alcachofras e salgueirinhas só para referir algumas. Assim como inumeras plantas aromáticas e medicinais. O resultado está á vista e é a prova inequivoca de que sim, é possível ter um espaço onde se podem produzir alimentos felizes em perfeita sintonia estética com espécies mais ornamentais ou encarregues de outras funções, como as de afastar os insectos nocivos ou atrair os benéficos.

Com um pormenor adicional que não é de desvalorizar: Sem fundamentalismos! O gosto pela flora espontânea de Portugal não os cegou ao ponto de recusarem  ver que acantos, capuchinhas e onagres também lá ficariam muito bem. E é que ficam mesmo!

Mas a Lirium aromáticas não faz só Horticultura da boa, desdobra-se também noutras actividades formativas e de divulgação como a educação ambiental, a cozinha  saudável ou o património natural da região Oeste.

Foi aliás num desses passeios que ficámos a conhecer no início deste ano um dos vales cársicos, parte da bacia hidrográfica do rio Alcoa, mais interessante e que marcou a segunda paragem da tarde de hoje. 

O motivo era ir observar uma das maiores populações de bardanas silvestres que conhecemos até ao momento (Arctium lappa) e que se encontram agora na fase inicial de floração. Só que a generosidade da Natureza num vale como este não tem limites e saímos de lá com os olhos cheios de muitas outras boas populações de plantas como as malvas arbóreas, a borragem, a camomila, a Anchuza azurea, os verbascos ou as prímulas.

Um sítio de tal forma incrível que quem o visita só se espanta  com o facto de não beneficiar de nenhum estatuto de protecção local mais assumido e declarado! É verdade que a protecção pelo esquecimento proporciona aqui e ali alguns resultados felizes, mas quando a eucaliptização se aproxima como a que se observa já a poucas centenas de metros, a beber dos aquíferos que saciavam este vale, o pior pode acontecer a qualquer momento. Se é que  não aconteceu já...





quinta-feira, 14 de maio de 2015

Dia da Espiga



Depois de alguns dias fora de portas regressamos com olhos renovados ao nosso ponto de partida. E hoje é o dia perfeito para o fazer pois assinala-se o cada vez mais "mítico" dia da Espiga!

Quarenta dias depois da Páscoa, o dia da Espiga celebrava-se outrora de forma exuberante por todo o país! E ainda hoje se assinala até porque, numa série de localidades o feriado municipal é móvel e feito para coincidir com este dia. também conhecido como quinta-feira da Ascenção. Daí que nas localidades em questão* seja mais provável ainda se manter esta boa-tradição!

Como referiamos aqui, no ano passado, é um dia de tal forma santo que a regra era de que não se trabalhasse e que além de participar nas cerimónias religiosas se fosse para o campo e colhesse um ramo de flores silvestres, ramos de oliveira, alecrim e espigas de trigo. 

E não resistimos a transcrever o que a Alexandra Melo, gerente da loja A vida Portuguesa do mercado da Ribeira em Lisboa escreveu hoje na página do FaceBook ( a quem aliás agradecemos, pois se não fosse essa publicação ter-nos-iamos esquecido de assinalar a data!):

""Por estes dias, o calor acordava as cerejas que se enchiam redondas e bem encarnadas e se ofereciam às nossas bocas. O ar carregava-se de cheiros de terra e plantas e ao anoitecer, lembro-me de ver pirilampos. O dia da Espiga trouxe-me estas recordações de outros Maios, passados no Douro Sul. Foram dias mágicos, eternos e felizes.
O dia da espiga chama-se também o "dia da hora" e é considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios."
Alexandra Melo
Gerente da loja do Mercado da Ribeira"


Mais palavras para quê!?! Está la tudo o que há para dizer num dia como o de hoje. São as memórias reais de quem teve o privilégio de vivenciar a forma muito particular e única o que a população de uma dada parte do nosso país tinha para fazer uma coisa essencial à condição humana e que deixámos de fazer sem se perceber bem porquê: Celebrar!

Se no ano passado salientámos as papoilas, este ano pomos os olhos nos malmequeres amarelos. Em bom rigor até nem é uma espécie nativa de Portugal (terá sido também trazida pelos Romanos?!), mas a forma como está disseminada pelo nosso território e o facto de ja fazer parte do nosso imaginário levam-nos a considerá-la já nossa! São os pampilhos-das-searas, ou, se preferirem, o Chrysanthemum segetum, e além de indispensáveis em qualquer ramo têm lugar certo em qualquer prado florido!

 *Alcanena, Alenquer, Almeirim, Alter do Chão, Alvito, Anadia, Ansião, Arraiolos, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Beja,  Benavente, Cartaxo, Castro Verde, Chamusca, Estremoz, Golegã, Loulé, Mafra, Marinha Grande, Mealhada, Melgaço, Monchique, Mortágua, Oliveira do Bairro, Quarteira, Salvaterra de Magos, Santa Comba Dão, Sobral de Monte Agraço, Torres Novas, Vidigueira, Vila Franca de Xira.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Os primeiros acordes de Primavera




Nem de longe nem de perto o nosso Inverno atinge o rigor do que a costa leste dos Estados Unidos tem experimentado estes dias, mas ainda assim ninguém pode dizer que esteja a ser um Inverno suave. 

A boa notícia é que falta menos de um mês para a chegada da Primavera. E a a prova de como é certa a sua chegada são os seus sinais que estão já um pouco por todo o lado. A Natureza, como que para nos descansar, vai encarregando algumas espécies de começarem a  florir "antes" de tempo, como é o caso do alecrim, das alfavacas-do-monte ou de algumas orquídeas silvestres.

Utilizando uma metáfora, são como que os primeiros acordes da  grande sinfonia que ouviremos lá para Abril e Maio. Porém, até lá,  há ensaios parciais que podemos ir ouvindo e que, por si só, justificam plenamente a compra de bilhete . Um desses ensaios é o dos campos cobertos das flores brancas das margaças. 

Há quem também lhes chame de margaridas, malmequeres ou de falsa-camomila, dadas as suas parecenças com a verdadeira camomila (Porém neste caso pouco importa o nome, até porque são várias as "margaridas" que temos e é muito fácil incorrer em erro. Na foto acima o mais provável é que se trate da espécie Chamaemelum fuscatum,  tmas também é possível que se trate da Anthemis arvensis. Neste artigo, a Fernanda nascimento dá pistas para a correcta identificação das duas espécies.

De qualquer das formas e para quem começa agora a interessar-se pelo tema bastará, além do mais importante que é admirar os campos que for encontrando, reter que é uma das muitas espécies  da família das compostas ou Asteraceae - uma das maiores famílias de plantas e que no mundo tem cerca de 23 000 espécies distribuidas por 1500 géneros diferentes. Destes, ocorrem em Portugal 116 como poderão explorar no portal Flora-on.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Flores de Verão II



Achilea ageratum


Definitivamente entrámos no Outono há pelo menos uma semana, mas vamos ser rigorosos com o calendário e aproveitar as pouco mais de 24 horas que nos restam até à mudança de estação para, in-extemis, falarmos de uma outra planta nativa cujas inflorescências de Verão merecem a nossa atenção. Há muitas outras que ficaram por salientar, mas haverá outras oportunidades nos futuros verões.

A Achilea ageratum, também conhecida como agerato, macela-francesa ou erva-copada-de-são-joão, é relativamente frequente em locais húmidos de todo o país e, por essa razão, vulgar nas bermas de caminhos e estradas onde prospera nas escorrências das águas das chuvas.

E é isso que a prejudica. Como se dissemina com alguma facilidade e é relativamente abundante, para a maioria de nós não passa de uma planta sem interesse. Até a vermos com olhos de ver. As suas inflorescências, um pouco a fazerem lembrar as da erva-do-caril ( é aliás, também uma planta da família das asteráceas ou compostas) ocorrem numa altura em que poucas mais flores há. Mas o seu interesse maior radica no aroma perfumado das suas flores que na idade média motivava a sua utilização como planta de cheiro, fresca ou seca, para perfumar as casas.

A isto acresce o facto de ser uma planta perene vivaz, que renasce todos os anos e de a partir dela se poderem extrair óleos essenciais com propriedades medicinais.

Embora tolerante à
seca gosta de ser bem regada na Primavera e prefere solos expostos ao sol. De resto não precisa de cuidados acrescidos!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Flores de Verão I


Perpétua-das-areias ou Erva-do-caril - Helichrysum italicum

Agora que nos damos conta de que faltam pouco mais de 10 dias para terminar oficialmente o Verão é que nos lembramos que na prática não publicámos nada sobre as flores de Verão. É certo que o Verão as tem em menor quantidade que a Primavera, mas ainda assim tem algumas que vale a pena evidenciar. E como o tempo escasseia, a termos de eleger uma planta cuja floração atinge o auge no Verão, escolhemos a perpétua-das-areias. Mais á frente e se ainda tivermos oportunidade falaremos das outras que também merecem o seu destaque.

Para começar convém dizer que sob a designação popular de perpétua-das-areias temos em Portugal duas espécies semelhantes: A Helichrysum italicum e a Helichrysum stoechas, sendo que a primeira se encontra de facto nas areias das dunas e arribas da nossa costa e a segunda, muito parecida, no resto do território sendo possível encontrá-la um pouco por todo o lado em sitios soalheiros de norte a sul de Portugal.

Embora ambas possuam um porte idêntico, sub-arbustivo com folhagem verde cinzenta, e exalando ambas um aroma a caril, estamos em crer que a Helicrisum italicum, que ocorre no nosso litoral, possui um cheiro mais intenso, estando na origem da Erva-do-caril que é possível encontrar nos hortos e centros de jardinagem. Dizemos na origem, e não a mesma espécie, porque  nos parece que as que normalmente se encontram  à venda poderem ser já um cultivar mais apurado. Mas esta é uma convicção que importaria confirmar!

De qualquer das formas, é inquestionável a mais valia da Perpétua-das-areias. Forma tufos simétricos de cor singular, cinza quase branco, e no Verão, sobretudo em Agosto, cobre-se de forma generosa de inflorescências amarelas, numa altura em que as outras plantas se encarregam de amadurecer as suas sementes. A isto, que não é pouco, acresce o aroma e as propriedades medicinais que o óleo produzido a partir dela possui: anti-inflamatórias, anti-oxidantes e anti-microbianas.

Por fim, de salientar que é uma planta que exige poucos ou nenhuns cuidados. Prefere solos leves, mas adapta-se a outros tipos desde que não sejam pesados e encharcados. Uma boa noticia portanto para quem quiser ter plantas  pouco exigentes de água ou nutrientes!

Nota - Como é evidente, outros ja escreveram mais e muito melhor sobre estas espécies! 
Nas planta e flores do areal, um artigo completíssimo aqui e no jardim autóctone, aqui, sobre a helichrysum stoechas, e donde transcrevo o parágrafo que explica preto no branco porque é que se chamam perpétuas e de que forma o seu nome científico lhe faz justiça! 

" Na Antiguidade, as flores do género Helichrysum eram muito utilizadas para fazer grinaldas, com que se coroavam os ídolos. Por conservarem por muito tempo a sua cor amarelo dourada, eram conhecidas pelo nome vulgar de imortais ou perpétuas, daí o seu nome. O próprio termo Helichrysum, que resulta da junção de dois termos gregos, hélios (sol) e chrysos (ouro), realça a cor das flores destas plantas. "


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Uma centaurea

Centaurea sphaerocephala L. ssp. polyacantha

A par das armerias há muitas outras plantas que por esta altura nos chamam a atenção nas nossas arribas litorais. A que hoje vos mostramos é uma delas e se nos despirmos de preconceitos facilmente reconhecemos o quão bonita é e o quão interessante pode ser num jardim. As suas enormes inflorescências cor-de-rosa  podem chegar a ter 15 cm de diâmetro!

Esta planta, com o nome botânico de Centaurea sphaerocephala L. subespécie. polyacantha, pertence ao género Centaurea e pode ser encontrada em praticamente toda a costa ocidental portuguesa sobre areias, arribas e matos próximos do mar. Pode todavia ser usada com facilidade em jardins fora da linha de costa pois não estranha outros tipos de solos nem requer regas frequentes. Pelo contrário, até gosta de ser deixada por sua conta! 

De notar que é uma herbácea perene vivaz que após desaparecer com a secura do Verão volta a renascer no Outono seguinte. Por isso, uma vez semeada e germinada, pode ser colocada no seu lugar definitivo estando garantido todas as Primaveras uma vistosa floração. O que, aliás faz as delícias dos insectos polinizadores como as abelhas que apreciam especialmente o seu néctar. 

Para terminar deixo aqui uma ligação para o blogue da Fernanda Nascimento. Como é seu timbre, um artigo completo através do qual se ficam a saber algumas interessantes curiosidades sobre as flores desta planta.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cardo Bola

Echinops strigosus
Depois de nos termos ocupado nos últimos posts com as cistácias, fazemos uma pausa nas mesmas, para vos apresentar mais dois cardos e concluir a tarefa de vos mostrar os cardos que considerávamos mais interessantes: o cardo bola e o cardo marítimo. Relembrando o que dissemos aqui, apesar de popularmente designados de cardos pertencem a géneros botânicos diferentes do género Carduus

O que abordaremos neste post é talvez o mais desconhecido da maior parte de nós, o cardo bola ou, cientificamente, Echinops strigosus. Muito frequente no Algarve, há ainda registo da sua presença nos distritos de Beja, Setúbal e Lisboa, conforme nos mostra a Flora-on. Todavia, é no Algarve que  melhor ser observa o enorme potencial ornamental desta planta. 

Algumas das suas populações, como é o caso das que existem entre Vila do Bispo e Sagres, quase chegam a parecer elaboradas instalações plásticas a tirarem partido do contraste entre a perfeição das suas inflorescências esféricas  e as diferentes alturas que as mesmas atingem.

Do género Echinops, que engloba cerca de 120 espécies, apenas ocorre em Portugal a que agora vos apresentamos. E não ficámos mal servidos. Pelo contrário, bate aos pontos e de longe as variedades de jardim, desenvolvidas noutros países e que já se vêem em alguns garden centers. As suas bolas são muito maiores e podem facilmente ser aproveitadas em arranjos florais frescos ou secos.

Não lhe são conhecidas utilizações medicinais ou culinárias, mas o interesse ornamental justifica-o plenamente. A germinação das suas sementes não requer cuidados especiais e está bem adaptado a solos pobres, bem drenados e expostos pelo que é de evitar regá-lo com frequência. É uma planta plurianual que pode atingir um metro de altura e que à semelhança de outros cardos aparenta estar seca durante o Verão para, com as primeiras chuvas de Outubro, renascer.

Nota - As fotos são da autoria de Júlio Machado do blogue Pedras, Plantas e Companhia

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cardo Mariano


Aproveitando o facto de ainda estarmos na quadra do Natal apresentamos-vos hoje o cardo mariano ou, como também é conhecido, cardo-de-Santa-Maria. A razão de ser desta ligação à mãe de Jesus prende-se com as manchas brancas das suas folhas já adultas - de acordo com a lenda, "quando Maria fugia com o seu filho Jesus nos braços passou por uma planta destas. Na sua fuga, o leite corria-lhe para fora dos peitos de tal forma que atingiu uma folhas deste cardo, manchando-as de branco, perpetuando assim o seu nome" (1)

Lendas à parte, o facto é que o Silybum marianum é uma planta abençoada para diversos usos. O que mais gostamos de relevar é, claro, o ornamental. A cor e a estrutura das suas flores não passam despercebidas e podem constituir um bom apontamento seja no jardim ou no canto de uma horta. As suas sementes germinam com facilidade e as plantûlas podem ser transferidas para os locais definitivos no início da primavera, tendo em atenção que é uma planta que preferes solos frescos, boa exposição solar e que é vivaz/plurianual, desaparecendo no Verão para renascer com as primeiras chuvas de Outubro.

Quanto aos restantes usos que tradicionalmente lhe são atribuídos destacam-se o alimentar - folhas e caules quando jovens podem ser aproveitadas em saladas e sopas; e o medicinal. Embora neste particular sejam de referir as dúvidas que pairam sobre a sua eficácia, conforme refere Paulo Araújo no Dias com árvores. De qualquer das formas é uma planta cujo extracto, produzido a partir das suas sementes, se encontra na composição de diversos medicamentos disponíveis em ervanárias para problemas relacionados com o fígado e a bexiga.

(1) Salgueiro,  José, Ervas, usos e saberes , Edições Colibri

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Alcachofra de São João

Mais um cardo com inegável potencial ornamental. Embora a blogoesfera já lhe tenha dedicado a merecida atenção, como Francisco Clamote aqui o fez no O Botânico Aprendiz na Terra dos espantos e Fernanda Delgado no Plantas e flores do areal, nunca é demais voltar a ele. Aliás, algo que faremos recorrentemente neste blogue relativamente a outras espécies. Não porque já tudo tenha sido dito sobre elas (embora quase) mas porque nesta matéria, como em tantas outras, o esforço é sempre contra o esquecimento.


Como é referido é uma planta comum sobretudo no Centro e Sul do País. Nos maciços calcários do centro é vulgar encontrá-la a partir de Maio e quase até Agosto. Geralmente de cor lilás mas também de cor branca, a composição das duas cores tem um resultado de sucesso garantido.

A propósito das plantas de flor branca, que por vezes conseguimos encontrar exclusivamente em alguns povoamentos podem ser consideradas uma sub-espécie - Cynara humilis f. alba. 

De referir ainda que à semelhança do Cynara cardunculus em algumas regiões os seus estames eram também utilizados como coagulante do leite no fabrico do queijo.

De fácil germinação as alcachofras de São João são plantas perenes que, vivendo vários anos, são sempre ponto de interesse num jardim. Depois de secarem completamente em Agosto/Setembro renascem novamente nos inícios de Outubro.

Terminamos deixando um link para uma galeria de fotos - Thistle-Gardens - de Sal, um fotógrafo português, que partilha em 145 álbuns a beleza que capta das plantas a que chamamos cardos. A foto da inflorescência branca utilizada na composição foi aí copiada.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cardo leiteiro

Ou cardo do coalho, ou cardo manso ou ainda alcachofra na região centro de Portugal. O Cynara cardunculus é um dos cardos com maior potencial ornamental e paisagístico. De muito fácil germinação é uma planta perene pouco exigente quer de solos quer de água. Além das folhas, que podem atingir um tamanho considerável e cuja cor verde cinza  contrasta bem junto de verdes mais escuros de outros arbustos, oferece generosas e intensas florações entre Maio e Julho que são um eficaz chamariz de insectos e borboletas.

Mas o seu potencial não é apenas ornamental/paisagístico. Em rigor o interesse do Homem por esta planta é muito anterior remontando, pelo menos, ao período romano. Sendo aparentada com a conhecida alcachofra comestível, Cynara scolymus, utilizada na cozinha de outros países e que hoje começa a ser vulgar encontrarmos disponível nos nossos supermercados, esta nossa espécie também fazia parte da alimentação popular sendo utilizados os caules e as folhas quando tenros.

Como indicam os seus nomes vulgares era no passado amplamente utilizada no fabrico de queijos, aproveitando um dos seus elementos químicos - a cardozina, principio activo coagulante, presente nos estames das suas flores. Embora a "industrialização" dos processos de fabrico tenha afastado o coalho de cardo da fabricação de queijo, o sabor característico que o seu uso dava tem levado, nos últimos anos, ao surgimento de iniciativas que visam a sua reintrodução de forma inovadora no fabrico artesanal de produtos de elevada qualidade. Uma dessas iniciativa é o projecto CARDOP, desenvolvido por uma equipa liderada pelo Prof. Paulo Barracosa da ESAV  - Escola Superior Agrária de Viseu, que ao longo dos últimos dois anos e com resultados visíveis têm trabalhado no estudo e e valorização do cardo na produção de queijo DOP Serra da Estrela.

Popularmente também lhe são reconhecidas diversas propriedade medicinais, nomeadamente para o tratamento de problemas hepáticos, e que hoje são alvo da crescente atenção (e valorização!) da industria farmacêutica.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Uma tarefa espinhosa!

Foto obtida na commons wikimedia

Mas afinal de que espécies autóctones falamos quando dizemos que muitas delas têm potencial ornamental para saírem dos campos e saltarem para os nossos espaços verdes?

Esta não é uma resposta difícil - existem mais de 4000 espécies autóctones na nossa flora!! e já começam a haver muitos que se dedicam a explorar o lado ornamental das nossas plantas como é o caso do Arquitecto paisagista Rafael Carvalho que há quase dois anos nos dá boas sugestões no seu blogue Jardim Autóctone, mas no fim do mês de Outubro, época de dias curtos em que já só nos lembramos vagamente de algumas plantas que vimos na " longínqua" Primavera, pode ser uma tarefa mais espinhosa.  Porém é nesta altura que os jardins que queremos ter na Primavera devem ser planeados.

O Outono é a melhor época para colocar árvores e arbustos na terra, mas também uma boa época para semear e fazer germinar muitas das sementes de arbustos e plantas plurianuais que irão florescer a partir de Março do próximo ano - um principio geral de jardinagem independentemente das espécies em causa serem autóctones ou não.

Esta e as próximas entradas irão colocar a atenção em algumas plantas que se semeadas agora poderão ser transplantadas para os seus locais definitivos na Primavera.

Entre essas espécies estão as que nos habituámos a ouvir chamar de "cardos". Um conjunto bastante heterogéneo de plantas com nomes populares tão diversos como cardo mariano, cardo marítimo ou alcachofra, para citar apenas alguns - mas que na realidade pertencem a diferentes géneros botânicos.

 Em rigor, o nome "cardo" não é uma classificação cientifica mas apenas uma forma popular de agregar no mesmo saco "espécies de "plantas tramadas com espinhos". Como qualquer outra generalização é útil, mas injusta porque nos impede de realmente ver o seu interesse ornamental e de quão belas podem ser.

Das espécies etiquetadas como  "cardos" há um género que possui inegável interesse: O género Cynara. Um interesse tão óbvio que não passou despercebido noutros países como França e Inglaterra. A fotografia acima é um exemplo disso e de que para outros povos os nossos cardos até podem ficar bem num jardim!!

Mas a verdade tem que ser dita. A sua beleza é apenas a ponta icebergue! No caso dos Cynara o seu interesse vai muito para além do seu aspecto estético e é de tal forma vasto que seriam necessários vários artigos se lhe quiséssemos fazer justiça. Daí que sejamos forçados a recorrer à técnica do suspense e a fazer uma pausa.

A nossa próxima entrada será sobre a espécie Cynara cardunculus L., utilizada num jardim inglês e cuja foto colocámos acima.