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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Canafrecha



Depois de nas últimas entradas termos passado em revista alguns dos (muitos)  arbustos essenciais a ter por perto, e que de uma maneira ou de outra, já têm créditos reconhecidos em matéria de jardinagem, arriscamos-nos hoje a evidenciar as qualidades de uma espécie herbácea que, embora tenha inegáveis qualidades estéticas, é incompreensivelmente  ignorada.

A canafrecha, Ferula communis, que se pode encontrar em praticamente todo o território nacional é simplesmente a maior planta herbácea da nossa flora cujas enormes hastes florais podem atingir cerca de 5 metros. Muito em breve, de Abril a Junho, será possível encontrá-las no horizonte de muitas estradas de província marcando a paisagem com o seu porte arquitectural.

Mas não é preciso esperar pelo surgimento das hastes e das inflorescências para apreciar esta planta num jardim. As suas grandes folhas são, como referíamos AQUI  tão finamente divididas que exibem um vistoso aspecto plumoso. Apesar de os ingleses a apelidarem de "Funcho Gigante" deve ter-se em atenção que as folhas são tóxicas pelo que não devem ser consumidas. De resto, apresenta todas as vantagens da família das apiácias a que pertence, sendo bastante apreciada pelos insectos polinizadores.

Medicinalmente não lhe são conhecidas aplicações tradicionais, mas não resistimos a transcrever um parágrafo que Miguel Boieiro escreveu no seu livro "As Plantas, nossas irmãs" a propósito da sua fama de "favorecer a apetência sexual e de ser ainda melhor que o "Viagra". Para tal macera-se durante 10 dias 50 gr de sementes num litro de vinho tinto e bebe-se um cálice antes das refeições. Será mesmo assim?" . Sem evidencias cientificas e nenhum testemunho vivo, o melhor é mesmo não arriscar!

Uma nota final para a ecologia, referindo que tem preferência por solos calcários, mas não forçosamente (não tolera provavelmente solos ácidos), gosta de de locais temporariamente encharcados no Inverno/Primavera, drenados e com boa exposição solar.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A canafrecha

O que mais nos atrai nas plantas?
Canafrecha - Ferula communis     (foto: Wikipédia)

A nós e à maioria dos animais, atrai-nos basicamente a sua capacidade de fornecer alimento. Quer sob a forma de frutos, de flores fornecedoras de néctar, ou da sua folhagem ou raízes. Só nós os humanos, no entanto, nos damos ao luxo de lhes ver, apreciar  e poder “brincar” com o lado estético da sua forma.

As Umbelíferas ou Apiáceas, são ricas nessa faceta das suas espécies.
Hoje apresentamos o caso indiscutível de uma das Umbelíferas que pode alcançar maiores dimensões e que podemos encontrar em Portugal.
A canafrecha ou Ferula communis, encontra-se normalmente à beira de caminhos, taludes e orlas de matos. Sendo nativa da região mediterrânica, dá-se bem em climas áridos e com preferência por solos de origem calcária.
De porte vigoroso, as suas grandes folhas são tão finamente divididas que têm um aspeto plumoso, conferindo-lhes leveza apesar da dimensão ( as suas folhas basais podem alcançar 1m de comprimento). Já o seu escapo floral pode elevar-se desde os 2,5 aos 4 metros de altura, encimado por uma grande umbela de flores amarelas, no verão.

É esta a sua característica notável: é uma planta arquitetural com interesse em jardins informais ou em canteiros de flores. Jardins de clima mediterrânico, jardins mais ou menos silvestres ficam valorizados pelo seu porte colunar e  ao mesmo tempo, a “leveza” das suas folhas contrasta, valorizando a forma das plantas vizinhas.