Mostrar mensagens com a etiqueta Cytisus grandiflorus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cytisus grandiflorus. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de maio de 2016

Um glorioso mês de Maio



No dia das Maias e do trabalhador, aproveitamos para deixar a todos os que nos seguem os nossos votos de um glorioso mês de Maio para todos! 

Não há muitos meses como este e se não temos especial aversão a nenhum, a verdade é que este é mesmo o nosso mês predilecto. Nosso e de uma parte substancial das pessoas que como nós se rende à chegada do bom tempo e de uma Natureza em apoteose. 

Não é por acaso que o mês se chama de Maio. Na etimologia da palavra estão as celebrações de fertilidade da terra, comuns a todos os povos do hemisfério Norte e que os Gregos consagravam a Maia, a deusa da terra, da fecundidade e do crescimento das plantas, dos homens e de todos os seres vivos. Maia ou Gaia para outros povos anteriores, do mediterrâneo e crescente fértil, e que na pratica celebravam o mesmo: a incrível explosão de vida que a nossa casa-mãe, a Terra, nos proporciona por estas alturas e que nós, afectuosa mas mais pobremente, sintetizamos hoje no dia Mãe.

A melhor forma de celebrar Maio é no campo e deixarmo-nos tomar pelos mares de amarelos que em diferentes tonalidade se avistam por todo o lado. Não é a ler blogues de qualidade duvidosa, Mas para quem quiser repor em memória, deixamos AQUI o links para o que escrevemos há dois anos sobre o Dia das Maias e as giestas que estão por detrás de um dos nomes do dia de hoje.

Quem não apanhou hoje um ramo de giestas para pendurar na porta da casa, também não tem de ficar triste. O que conta é o espírito e durante o mês de Maio não faltarão oportunidades. Dia 5, por exemplo, quinta-feira das Ascensão e que é o Dia da Espiga!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Giestas e o dia das Maias

Cytisus grandiflorus - Cytisus multiflorus

A propósito do dia de amanha, que em muitas zonas do nosso país é, além do Dia do trabalhador, o Dia das Maias, publicamos hoje um post sobre giestas.

A celebração das Maias é uma tradição de origem Celta ligada aos cultos da fertilidade e da celebração do início do Verão - que para os Celtas se iniciava não em Junho mas no início do quinto mês. Assume diferentes expressões consoante a região e foi entretanto assimilada, à semelhança de tantas outras tradições pagãs, pela religião católica tendo-se hoje perdido o real significado que está na origem da celebração. 

De qualquer das formas o facto é que ainda hoje, em pleno século XXI a força da tradição se mantém, e neste dia são muitas as pessoas que, sobretudo no centro e norte de Portugal, assinalam o dia pendurando na porta das suas casas ramos de giestas e outras flores. A este propósito deixo aqui o link para um post publicado aqui pelo Dias com árvores em 2005! dando conta de que mesmo numa cidade como o Porto as pessoas adquirem ramos de giestas neste dia para colocarem à porta das casas.

Em Portugal existem, salvo erro, 6 espécies de giestas, todas elas de flores amarelas excepto a multiflorus que é de floração branca. Qualquer uma delas oferece uma significativa floração durante os meses Abril e Maio e são óbvias as suas qualidades ornamentais. Tanto que também para esta espécie é hoje vulgar encontrar à venda nos garden-centers variedades híbridas desenvolvidas para darem flores de outras cores como o vermelho ou o laranja.

Mas não era necessário. O amarelo e o branco das nossas giestas nativas é mais do que suficiente para abrilhantar qualquer jardim. No caso da Cytisus grandiflorus de flor amarela, disseminada  por praticamente todo o território, o seu porte arbustivo pode alcançar os 3 metros de altura. Já o Cytisus multiflorus, de cor branca, mais frequente no centro interior , Minho e noroeste de Portugal, o seu porte é quase sempre inferior aos dois metros.

Além do interesse ornamental, as suas flores são como é claro um chamariz para todo o tipo de insectos polinizadores. Acresce a isso que tratando-se de espécies pertencentes à família das leguminosas, são fixadoras do azoto e como tal contribuem para o restauro da fertilidade do solo.

Ambas as espécies se adaptam a diferentes tipos de solo, mesmo os mais pobres e não são exigentes de água.

Para finalizar deixamos ainda um link para o blogue Plantas e flores do areal que recentemente dedicou este post inteiramente dedicado à espécie cytisus Multiflorus. De leitura recomendada para quem quiser aprofundar os conhecimentos sobre esta espécie também conhecida como giesta das sebes.