Mostrar mensagens com a etiqueta 0 - Responsabilidade Social. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 0 - Responsabilidade Social. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de março de 2019

Semear o Futuro em Aveiro


As Sementes de Portugal são parceiras da Agora Aveiro, associação para a promoção da cidadania activa e participativa, que, entre outras iniciativas, dinamiza o Projecto Plantar o Futuro junto das Escolas da Região. Recentemente, e através deste projecto, dezenas de alunos estiveram envolvidos no lançamento de "bombas de sementes" na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, em Aveiro. Mas o que é mesmo gratificante para nós é perceber que, mesmo antes de lançadas, todas aquelas sementes já germinaram e vão produzir frutos! Germinaram na mente das dezenas de crianças que participaram! Pois, quem faz e lança as tais "bombas de sementes" aprendeu o essencial: O futuro está nas nossas mãos! Um grande Obrigado a todos aqueles que, em Aveiro, dinamizaram esta iniciativa. É um privilégio colaborar convosco!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Parceria Sementes de Portugal - ABAE


ABAE, assim escrito, poucos reconhecerão de que entidade se trata e do que faz. Mas se referirmos que é a Associação Bandeira Azul da Europa, uma organização não governamental responsável no nosso país por gerir o programa das Bandeiras-Azuis, que distingue as melhores praias de Portugal, e o programa Eco-Escolas, que em centenas escolas promove acções de educação e sensibilização para sustentabilidade e educação ambiental, temos já uma ideia da importância da sua acção.

Uma acção totalmente direccionada para a educação ambiental e para a sustentabilidade, essencial  para que no futuro tenhamos novas gerações de cidadãos mais conscientes e envolvidos na defesa activa do nosso planeta.

Daí que tenha sido com muita satisfação que celebrámos um protocolo de parceria não só com o programa Eco-escolas mas também com todos os restantes programas dinamizados por esta Organização Não Governamental e que, entre outras coisas, permitirá que todos os seus sócios possam adquirir, através da sua loja on-line, as sementes das espécies mais emblemáticas da nossa flora com um desconto de 50%.

Estamos convictos de que em matéria de responsabilidade social esta é muito possivelmente a melhor maneira de contribuirmos para a promoção da importância da nossa flora: possibilitar que nas centenas de projectos liderados por professores de Norte a Sul de Portugal seja ainda mais fácil semear!


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Galardões Eco-Escolas - Dia das bandeiras verdes 2017


Participámos hoje no Dia das bandeiras verdes 2017, realizado no parque desportivo de Mafra e que, pode dizer-se é o dia maior do Programa Eco-Escolas promovido pela ABAE, Associação Bandeira Azul da Europa.

Um dia maior de um Programa MAIOR! que ao longo de 2017 e há já varios anos trabalha com centenas de escolas, professores e alunos em acções orientadas para a sustentabilidade e a educação ambiental. Ao longo deste dia forma mais de 4000 os alunos que oriundos de escolas de todo o país que participaram nas mais diversas actividades .

Um dia para a apresentação dos resultados do que se fez no último ano lectivo; para reconhecer o muito trabalho desenvolvido e sobretudo para preparar o novo ano que agora começa e a estratégia para 2017-2018 que será muito centrada nas questões da nossa floresta autóctone.

Além de termos participado na Eco-mostra, junto com dezenas de projectos das mais diversas naturezas e que, como nós, acreditam que a aposta na educação ambiental é o que de mais relevante podemos fazer para que tenhamos concidadão cada vez mais conscientes de que a Terra é a nossa casa, tivemos ainda o privilégio de colaborar com a ABAE num desafio colocado a todos os participantes que receberam a oferta de um pacotes de sementes de pinheiro-manso!

Se tudo correr bem, e vai correr, serão mais 4 mil experiências mágicas de germinação que tivemos o privilégio de poder ajudar a concretizar!

Obrigado ABAE! Votos de um grande Eco-escolas neste ano lectivo a todos os professores e alunos. Em 2018 voltaremos certamente a encontrar-nos!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Engendrar Primaveras em Vila do Bispo


Quem nos acompanha ultimamente poderá ser tentado a pensar que só no Porto e na sua área metropolitana se está a plantar e a semear neste Inverno de 2017. É um facto que é aí que,possivelmente,  está em execução a politica mais consistente em matéria de recuperação de espaços verdes com flora nativa, mas felizmente há mais exemplos no nosso país de pessoas que sabem que é no frio e na chuva do Inverno que se engendra uma boa Primavera.

E um desses outros sítios onde isso está a acontecer aqui e agora, e no qual também temos o privilégio de poder colaborar, é em Vila do Bispo, na arriba fóssil do Telheiro em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina.

Pior do que errar é nada fazer para corrigir e é isso que a Câmara Municipal de Vila do Bispo, depois de uma intervenção menos feliz, está a fazer em conjunto com os cidadãos que fazem parte do Grupo de defesa do Telheiro: Recuperar o coberto vegetal das arribas fósseis do que é um dos mais importantes geo-sitios do nosso país. Para que também naquela parte da nossa costa, qualquer um de nós possa usufruir de muitas Primaveras floridas como só a Costa Vicentina sabe proporcionar. 

E tem tudo para dar certo. Este é um projecto em que além da autarquia e de um grupo de cidadãos empenhado foram envolvidas outras pessoas e instituições. Como o ICNF, a LPN, a associação A ROCHA, o  GEOTA e o Centro de Ecologia Aplicada “Prof. Baeta Neves”, que com a participação Alberto Pietrogrande e  Carlo Bifulco, técnicos italianos de planeamento do território que aportam ao projecto a sua experiência em técnicas de engenharia natural na recuperação paisagística.

Os trabalhos de sementeira e plantações decorrerão ainda durante o mês de Fevereiro e quem quiser colaborar de forma voluntária  participar neste projecto de engenharia natural pode inscrever-se através do  email: proteger.telheiro@gmail.com. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Uma Árvore para si. No Porto


No nosso último post, de 5 de Janeiro, partilhámos um pequenos texto sobre "O Homem que plantava árvores" de Jean Giono, um conto inspirador que é hoje um clássico da literatura europeia. Embora na nossa perspectiva a sua mensagem implícita vá muito além da leitura literal, esta por si só é mais do que suficiente! É na nobreza do acto de plantar, semear e persistir, que pode nortear a condição humana e de qualquer um de nós, que está o cerne da história.

E se por vezes temos a sensação de viver numa realidade crescentemente cínica, convém não desesperar e conseguir ver o que, se deixarmos, nos pode entrar pelos olhos dentro. A verdade é que neste preciso momento, aqui e agora, há pessoas ocupadas a plantar, a semear e a persistir!

O projecto Futuro:100.000 Árvores, do qual somos parceiros, em conjunto com a Câmara Municipal do Porto, são algumas dessas "pessoas" que nos enchem de satisfação por com eles podermos colaborar.

A iniciativa "Se tem um jardim.. Temos uma árvore para si" pretende proporcionar, pelo segundo ano, a todos os munícipes do Porto que tenham um jardim ou quintal a possibilidade de plantarem um Árvore oriunda dos viveiros municipais cedidos pela CMP ao projecto Futuro. O objectivo: Apoiar os portuenses que têm jardim ou quintal a plantar árvores ou arbustos nos seus espaços, num esforço conjunto que quer afirmar definitivamente o Porto como uma cidade mais verde e mais sustentável.

Todos os residentes, empresas  e organizações que sejam legítimos proprietários ou gestores de um pequeno jardim ou quintal – no concelho do Porto – que possua condições para receber uma ou várias árvores, podem candidatar-se até 10 àrvores ou arbustos a escolher entre 10 espécies como o azevinho,  a murta, o loureiro ou a bétula.

Mas quem não tiver um quintal ou um jardim não fica de fora e este ano, além de espécimes prontos a plantar, a iniciativa foi alargada a quem tem apenas um pequeno canteiro ou uma varanda, sendo disponibilizadas gratuitamente sementes de 5 espécies autóctones: rosmaninho, alecrim, papoilas, borragem e erva-de-S.-Joao!

As inscrições podem e devem ser ser feitas AQUI até dia 5 de Fevereiro!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

As sementes de Portugal nas escolas do Futuro II


As Sementes de Portugal são um parceiro do Futuro - O projecto das 100.000 Árvores, da Região Metropolitana do Porto, e este ano renovámos a nossa parceria oferecendo a cada uma das cerca de 60 escolas envolvidas 3 pacotes de sementes de flora nativa. Loureiro, sabugeiro, funcho, malva-real, borragem e verbasco foram as espécies seleccionadas.

Como escrevíamos Aqui, no passado mês de Janeiro, estarmos associados ao Futuro é para nós muito mais do que um simples patrocínio ou de uma acção de responsabilidade social. É a possibilidade de nos associarmos a um projecto meritório, reconhecido nacional e internacionalmente pelo seu trabalho na recuperação dos bosques autóctones da região metropolitana do Porto. 

E que nos últimos anos, ao trabalho no terreno, tem vindo a acrescentar uma importante acção junto das escolas, criando a Rede de Escolas do Futuro  que este ano chegam às 60 Escolas. São dezenas de professores e centenas de crianças envolvidos na dinamização de actividades relacionadas com a floresta autóctone, muitas das quais com pequenos viveiros, ateliers de germinação e jardins.

É um facto que ter um projecto como o que Área Metropolitana do Porto tem, enquadrado pelo Centro Regional de Excelência da Universidade Católica do Porto, é um privilégio! mas a verdade é que por todo o país são inúmeras as escolas e professores que desenvolvem actividades similares no âmbito das mais variadas disciplinas e projectos.

Para nós essas escolas são também escolas do Futuro! E, não podendo manifestamente patrocinar todas elas, definimos condições muito vantajosas para que qualquer uma possa adquirir sementes das espécies mais emblemáticas da nossa flora silvestre! Basta entrarem em contacto connosco via email!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

As sementes de Portugal nas Escolas do FUTURO


Janeiro não é só um bom mês para passar em revista alguma das espécies mais emblemáticas da nossa flora. É também um bom mês para planear o que queremos fazer no futuro e nessa perspectiva não haverá muitas mais notícias que nos dê tanta satisfação partilhar: As Sementes de Portugal são parceiras do FUTURO: O projecto das 100.000 árvores.

Para nós é muito mais do que um simples patrocínio ou de uma acção de responsabilidade social que está ao alcance da nossa empresa. É a possibilidade de nos associarmos a um projecto reconhecido nacional e internacionalmente pela seu trabalho na recuperação dos bosques autóctones da região metropolitana do Porto. Um projecto que prova que quem tenta consegue muita coisa!

Liderado pelo Centro Regional de Excelência da Universidade Católica do Porto / Área Metropolitana do Porto, O FUTURO não tem só dinamizado muitas e frequentes acções de reflorestação de árvores nativas em colaboração com as autarquias locais. Há muito que compreendeu que também nesta vertente a responsabilidade de assegurar o Futuro passava pelas escolas e pelo trabalho dos professores junto das crianças. São 33 as escolas que fazem parte da rede do Futuro, muitas dezenas de professores e seguramente largas centenas de alunos que durante as próximas semanas e em diversas actividades irão experimentar germinar sementes. E alguns dos alunos irão fazê-lo pela primeira vez!

Por esse privilégio que é do poder contribuir para que alunos de 33 escolas se atrevam a germinar sementes neste Inverno de 2016: O NOSSO OBRIGADO!


sábado, 18 de abril de 2015

Ano Internacional dos solos, Os Chineses e Quem nos livra de tanta mediocridade



Antes de mais as desculpas a quem nos segue motivado pelo seu interesse na flora autóctone e espontânea de Portugal. Esse é mesmo o foco do projecto, mas a realidade não é estanque - ao contrário do que muitos gostam de nos fazer pensar, quase sempre para seu benefício, tudo está interligado, e voltamos a escrever sobre temas que são mais do domínio da cidadania.

Isto porque que nós não conseguimos dividir-nos em diversas personalidades e papéis. E não dá para andar a trabalhar 176 dias seguidos para cumprir na integra as nossas obrigações fiscais e depois ficarmos calados, só porque não temos tempo nem meios para participar mais activamente no governo das coisas comuns. Como este é o único espaço público em que compartilhamos a nossa forma de estar, é que voltamos a partilhar temas densos e desagradáveis.

Para quem ainda não sabe, 2015 é, declarado pela assembleia das Nações Unidas, o Ano Internacional dos Solos. Não sabemos qual é, se é que existe,  o programa oficial do Estado Português para assinalar o facto. Mas é bem provável que exista e que nele mais uns tantos euros sejam gastos para funcionários explicarem aos ignorantes o quão importante é o solo. É nele que pomos os pés, sobre o qual fazemos as estradas, blá, blá, bla.  o suporte da vida, dos ecossistemas e dos outros bichinhos. Tudoito d em simultâneo e em tempo real com dezenas de retroescavadoras a ocuparem-se de lavras florstais para colocar eucaliptos e a família Queiroz Pereira poder dizer que gere florestas num terço do país.

Mas a capacidade de amar, preservar e valorizar o solo deste país da Soporcel/Portucel é grande, enorme mas nao chega a todo o lado. E face a tal limitação os nossos eleitos não descansam de continuar a procurar maneiras para que mais e mais pessoas se juntem á festa. E o fartar vilanagem não é nada inacessivel. Basta acenar com uns aerios e os nossos eleitos transcendem-se.

E neste ponto que entram os chineses. Eles são muitos, ao que se vê agora até têm dinheiro e quem nos governa pela-se para mostrar como somos um povo hospitaleiro. A estória vem nos jornais de Lieira-Alcobaça-Caldas (aqui), conta-se num parágrafo e não dá para acreditar. Um cidadão Português emigrado na Alemanha casou com uma cidadã chinesa e fez a boda em Alfeizeirão (arredores de Alcobaça). Os convidados chineses ficaram encantados com a região (quem não fica!?) e viram logo oportunidades de negócio. Falaram com a Presidente da Junta que, solicita, lhes encontrou logo umas terras agrícolas cujo dono está disponível para vender, ao ponto de já terem assinado um contrato de promessa de compra e venda. Um único problema: parte das terras estão em Reserva Agrícola Nacional (RAN) (os jornais não dizem qual a dimensão da parcela em RAN, mas desconfio que não seja pequena) e para o investimento em causa: 58 moradias de luxo para cidadaos chineses ricos, a vender nunca por menso de 500. 000 euros cada uma, um Hotel  e, imagine-se, uma escola de mandarim ( esta é a parte do engodo, para dar um toque de cultura e educaçao ao projecto. Mandarim em Alcobaça??), é  necessário desafectar os terrenos da RAN. Requerimento que até já foi interposto nos serviços competentes do Ministerio da Agricultura.

A Câmara Municipal de Alcobaça, que também é dirigida por politicos espectaculares, não cabe em si de contente com mais esta possibilidade de "desenvolver" o conecelho e as suas finanças. Vai levar o assunto  às reuniões de câmara e de assembleia municipal que forem precisas e já garantiu que vai fazer tudo  o que estiver ao seu alcance para que este projecto estruturante e fundamental seja concretizado rapidamente.

Enquanto isso os locais trabalham 176 dias seguidos para cumprir na integra as suas obrigações fiscais e á noite vêm cansados mascontentes a série Beirais. Adormecem tranquilos e felizes por nao haver terra ma linda que a nossa. tão linda que até os chineses querem cá fazer escolas de mandarim, imagina lá!

Mas que MERDA é esta!?!?!?

As terras onde os chineses querem fazer casas para os seus conterrâneos ricos (diga-se que riqueza nunca foi motivo de especial admiração e no caso da dos chineses,  com a dos angolanos, em regra gerla fede) são o fundo fértil de um antigo mar interior. São terras da melhor qualidade. Resultam de milhões de anos de trabalho da Natureza, dos monges de cister e dos nossos antecessores que as trabalharam e estimaram para que chegassem aos dias de hoje férteis e produtivas. São terras que devia ser sagradas e só inutilizadas em casos de extremos e de imperiosa necessidade.

Da Nazaré às Caldas da Rainha, passando por Alcobaça e daqui até Lisboa são ás dezenas os loteamentos já infraestruturados mas abandonados por óbvia desadequação depois da euforia im face ás nossas necessidades urbanisticas. Não será possível sugerir aos chineses que os comprem e utilizem, tentando recuperar alguns dos impostos que pagámos para o efeito? Se em Alcobaça não os houver, nas Caldas há-os com toda a certeza. E em Alenquer ? E no Bombarral? e nos outros concelhos da Comunidade Intermunicipal do Oeste não haverá solos apropriados para o efeito?

Será que temos de ver sacrificados mais nao sei quantos hectares de terras agricolas, essenciais para a soberania alimentar dos que vierem á nossa frente habitar esta terra? Que serviço é este do Ministério da Agricultura, que não se sabe onde está nem por quem é exercido, que desafecta a pedido e com a maior das facilidades solos agricolas da melhor qualidade para que presidentes de junta e de câmara estrábicos nos continuem a encharcar nos jornais locais com os seus projectos estruturantes? Que comunicaçao social é esta, feita de gente subserviente, que apresenta uma noticia destas como se fosse a melhor coisa do mundo sermos comprados por chineses ricos?

Obrigado pela vossa atençao! E as desculpas pelo texto longo, mas isto é de tal forma chocante e revoltante que não dá mesmo para fingir que não é nada connosco.

domingo, 12 de abril de 2015

Isto tudo: como esventrar uma terra



Ou, se quizermos, o que a ignorância e a maldade podem fazer. Ou, como uma administração pública faz de conta que existe. Ou, se formos especialmente bondosos, como  é importante nestas alturas ter compaixão para com quem faz isto. Ou, como uma sociedade destroi por meio duzia de patacos o que levou milhares de anos a construir. Ou, o mais provável e acertado titulo: Como é que isto tudo nos pode acontecer.

As imagens acima foram retiradas numa pequena propriedade florestal, a menos de 5 quilometros do mosteiro da Batalha, património da humanidade, À beira de uma estrada nacional desclassificada que poderia servir de trajecto a quem quisesse visitar a Nazaré a cerca de meia hora de distância.

Parece mentira de tão idiota, mas é mesmo verdade. Enquanto a CNN dá honras de abertura aos incríveis pontos de interesse da zona centro o nosso país, os locais, aqueles que mais deveriam amar a sua terra, entretêm-se durante um sábado de Primavera a esventrar terra para plantar eucaliptos. Não é preciso ter qualquer espécie de formação avançada para perceber facilmente que isto é simplesmente uma estupidez e uma maldade gananciosa.

Nao faz sentido um país querer promover o seu território quando depois no terreno isto acontece consecutiva e sistematicamente. Eufemisticamente, estes trabalhos armados de maquinaria pesada são apelidados pela lei de lavras florestais. Estão proibidas por lei e carecem de autorização. Mas em Portugal as leis não são para cumprir. São apenas um recurso dado á administração publica, que as pode evocar, tipo cartas do Magic, discrecionariamente, se lhes apetecer arreliar algum privado menos subserviente.

Como são proibidas, os particulares escolhem a calmaria fiscalizadora dos Sábados á tarde para fazerem o que querem. E se forem visitados pelo serviço de protecção de Natureza da GNR não se passa nada nem há problema nenhum. Recebe-se a notificação e continuam-se os trabalhos. Daí a alguns dias é um facto consumado. Toda a gente o faz, portanto é apenas mais um caso entre tantos. E Àmen.

Mas olhar para isto desta maneira, com a indiferença conveniente e com as mil e uma desculpas da praxe, é, apesar das devidas distâncias, pouco menos grave do que o Estado Islamico faz nos sítios arqueologicos do Iraque e da Siria. É maldade vestida de ignorancia.

Na região de Leiria-Marinha-Batalha a elite de serviço anda por esta altura nos jornais a tecer loas e estudos sobre o quão fantastico é a Mata Nacional de Leiria e a urgência em declará-la Patrimonio da Humanidade. Uma coisa que não fizeram, para a qual não contribuiram, que tem perto de 800 anos e que até  nem precisa deles para nada. Uma "elite" de serviço que não tece uma linha sobre o que poderiamos estar a fazer hoje e agora para provar ao mundo que o Pinhal de Leiria é de facto inspirador da nossa forma de estar e de viver. E que por isso merece ser patrimonio da humanidade e nós guardiões dele. Património da humanidade é isso. Mais do que um galardão é uma enorme responsabilidade que assumimos perante os outros 8,5 bilipoes de seres humanos e para a qual nos achamos à altura.

Como é evidente será uma candidatura para programas infindos de beberetes e cerimónias de entronizaçao de egos. Candidatura ridicula pois quem nos visita não é parvo e constata bem e depressa que esta eucaliptização é uma burrice maldosa e imbecil orquestrada e permitida por outros alguéns.

É certo que o tema da eucaliptizaçao justifica por si só e já hoje inúmeros blogues, associações, tomadas de posição e activismos de muitas pessoas. E não é por escrevermos o que escrevemos aqui que a realidade irá mudar. Podiamos concentrar-nos só nas sementinhas e tentar levar a nossa vidinha até bom porto. Mas não somos capazes. Se servirmos para alertar e inspirar mais alguns já ficamos contentes.

As Sementes de Portugal são um infinitamente pequeno-micro-projecto que se quer empresarial. Mas a premência de sobrevivermos, de termos uma boa aceitação e sermos economicamente viáveis não são uma desculpa conveniente para que olhemos para o lado e sejamos acriticos, apoliticos ou indiferentes e que nos foquemos exclusivamente no "business as usual". MUITO PELO CONTRARIO. Não prescindimos de um grão dos nossos direitos e obrigaçoes Éticas e Politicas decorrentes da nossa cidadania. No dia em que acharmos que é melhor não falar, porque isso pode prejudicar os nossos negócios, iremos certamente preferir mudar de vida.

Abaixo deixamos uma foto de algumas das dezenas de espécies vegetais, suporte de um ecossistema, que existiam no sitio que agora se esventra e que ainda se podem ver no pinhal ao lado. Os netos dos que esventraram esta terra não as irão poder ver no eucaliptal que herdarem. Éles que lhes perdoem! Nós não.