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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sargaça


Retomando o exercício de passar em revista as espécies mais emblemáticas da nossa flora, regressamos hoje com mais uma das nossas cistácias preferidas: A sargaça, ou Halimium halimifolium, sobre a qual já tínhamos escrito AQUI

Em boa verdade quase que nos atrevemos a dizer que não há cistácias que não valha a pena ter por perto. E, dos vários géneros e espécies que estão contidos nesta família, poucas há que não tenham um claro potencial ornamental. São espécies pouco exigentes, ideais para jardins de baixa manutenção e que na Primavera oferecem generosas florações das mais variadas cores. Flores que têm uma duração limitada mas diariamente renovadas durante um período significativo que vai de Abril a Junho.

O "problema" é que a Natureza disseminou tanto e tão bem estas espécies pelo nosso território que nunca nos habituámos a dar-lhe o devido valor. É um facto que também não somos (ainda) um povo de jardineiros, mas este arbusto merecia que já lhe tivesse sido dado um nome mais elegante. O inglês "yellow sun rose" assenta-lhe bem melhor e revela que outros usos mais nobres lhe podem ser dados.

A sargaça ocorre em boa parte da nossa linha de costa, em solos arenosos, frequentemente na orla de pinhais e em matos baixos. Além das suas flores, com ou sem maculas, destaca-se pela folhagem cinzenta, quase branca, que contrasta bem com outros arbustos. É por isso uma excelente opção a ter em conta nos jardins e espaços públicos de muitas cidades e vilas à beira-mar. 

Mas não se julgue que o solo arenoso é um requisito essencial. Pela nossa experiência, desde que não seja colocada sobre solos pesados ou  argilosos, é uma espécie que se adapta bem a outras situações contribuindo para um jardim ainda mais colorido.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

De volta às cistácias

 Halimium halimifolium

E para continuar o que tínhamos interrompido, voltamos às cistácias e a uma do género Halimium  - O Halimium halimifolium. Se o nome cientifico nos diz pouco, o nome vulgar - sargaça - ainda nos diz menos e, em certa medida, chega a ser pejorativo. Quase tanto como a injusta designação popular de mato, que é como infelizmente muitos a ele se referem. O que é injusto, mas como sabemos não há povos perfeitos. E o nosso não é excepção.

Amplamente disseminado pelas dunas estabilizadas do centro e sul de Portugal, é um arbusto que pode atingir um metro de altura e que forma grandes manchas de tons cinzentos/brancos consoante a luminosidade do dia. Só por isso este arbusto já merecia estar nos nossos jardins, pois é a cor das suas folhas de cor verde claro/cinzento que mais podem contrastar com outras tonalidades de verde. 

Como alguém explicava, sobre qual o melhor processo para escolher as plantas para um dado espaço, mais do que as flores (efémeras) o critério que preferia era sempre o da cor das folhas. São elas que perduram mais ao longo do tempo e é das diferentes tonalidades em presença que se pode criar um espaço visualmente mais dinâmico.

Mas as suas flores não são despidas de interesse. Pelo contrário são a "cereja no topo do bolo". De Abril a Junho as sargaças cobrem-se de flores amarelas com ou sem máculas nas pétalas. Efémeras porque duram um a dois dias mas logo substituídas por outras novas na manhã seguinte. 

Apreciadas por inúmeros insectos, as suas flores contribuem para o aumento da diversidade e são também um bom motivo para quem quiser juntar mais uma cor aos rosas, lilazes e brancos das roselhas
e estevas.