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terça-feira, 16 de abril de 2019

E PORQUE NÃO!? - Conferência Internacional de Primavera em Évora


Uma semana depois do seu fim, na passada segunda-feira dia 8 de Abril, partilhamos o essencial daquele que foi inequívoca e muito provavelmente o evento mais relevante em matéria de jardinagem sustentável que se realizou este ano em Portugal: A Conferência Internacional de Primavera organizada pela Associação de plantas e jardins em climas mediterrânicos de Portugal, em Évora entre os dias 5 e 8 de Abril, e à qual tivemos o privilégio de estar associados enquanto parceiro oficial.

Na conferência de há 3 anos, realizada em Lagos em Abril de 2016, já tínhamos  tido a oportunidade de assistir a uma palestra de Olivier Filippi sobre uma visão que é revolucionária, mas possível, para novos jardins e espaços públicos, mais vibrantes, sem relvados nem sistemas de regra, com flora autóctone, sustentáveis e ecologicamente diversos.

E esta conferência foi mais uma oportunidade para ver e ouvir o que, um pouco por todo o Mediterrâneo, está a ser feito com sucesso ao longo dos últimos anos  por diferentes arquitectos paisagistas,. Pela boca de Olivier Filippi (http://www.jardin-sec.com/) e pela de Helen e James Basson ( http://www.scapedesign.com) que, a partir do Sul de França, se inspiram nas paisagens mediterrânicas para construir experiências de fruição mais sofisticadas e exigentes.

Porém, se alguns dos que lêem estas linhas, pensam que a "jardinagem" se resume a uma matéria de estética restrita e fútil, desenganem-se! Com efeito, se numa perspectiva restrita um jardim sem dispendiosos sistemas de regra já é tema suficientemente importante e vasto, o FACTO é que a JARDINAGEM, como pode e deve ser entendida, é MUITO MAIS DO QUE ISSO!

Tomando como nossas as palavras de Burford Hurry, presidente da Mediterranean - Gardeners Portugal, resumimos a importância do tema: NÓS PRECISAMOS DOS JARDINS E DAS PLANTAS PARA CONTINUARMOS HUMANOS!

E PRECISAMOS MESMO! Em tempos cada vez mais cibernéticos e onde a hiper-especialização é a palavra de ordem que é imposta a seres que durante 30.000 anos prosperaram por serem generalistas, A JARDINAGEM pode ser a experiência TOTAL de todos aqueles que acreditam que só há uma maneira de continuar humano: A de insistir, afastar a sombra e persistir na certeza de que o nosso lado mais luminoso pode sempre crescer. Um work in progress que nunca termina e que todos os dias reclama por ESPAÇO!

E HÁ TANTO ESPAÇO! Os quatro dias da conferência de Évora foram um exemplo disso e da experiência total que os jardins podem proporcionar sendo o seu fio condutor e estrutural!

Uma Experiência TOTAL que juntou pessoas provenientes da Austrália, África do Sul, América, SUL e Norte, de Portugal e de outros países europeus. Para ver Monsaraz e o maior lago da Europa. Para duvidar do seu sentido e se isso é mesmo motivo de orgulho, e duvidar também se as cultura hiper-intensivas e irrigadas de amêndoal e olvial em redor de Évora serão efectivamente estratégia ou simples depradação da terra.

Para nos inspirarmos, pela mão da Prof. Aurora Carapinha da Universidade de Évora, nos jardins históricos da Quinta do General, Borba, ou nos emocionarmos pela sofisticação alcançada no Convento de S. Paulo da Serra da Ossa, Redondo. Sofisticação que infelizmente não impediu a transformação daquela Serra num imenso eucaliptal. Para vermos um exemplo do sistema mais eficiente de gestão de recursos naturais do mundo que o Homem persistiu em desenvolver e estimar ao longo de séculos - O MONTADO - na quinta da Maroteira, Redondo.

Para ouvir a a Professora Ana Margarida Fonseca sobre as dezenas de alimentos silvestres que em épocas de sobrevivência do século XX alimentaram os generalistas alentejanos a partir dessa mesma paisagem sustentável.

Para tentarmos perceber como uma da áreas consistentemente habitadas no fulgurante período megalítico de há 6 mil anos, que construiu menires, antas e o inigualável cromeleque dos Almendres, tem hoje uma das mais baixas densidades populacionais do mundo (22 habitantes/Km, que comparam com 1.163 no Bangladesh).

Para vermos os planos de revitalização do Jardim Botânico do Porto dirigido pelo Prof. Paulo Farinha Marques fazendo um uso crescente da flora nativa de Portugal. E para aprendermos com Paula Maria Simões e Marilyn Ribeiro as melhores práticas quando decidimos ter um jardim vivo e não um sistema de irrigação.

Mas também para ver um sonho improvável concretizado na Vidigueira: A QUETZAL, uma vinha/Adega que é um centro de arte moderna de excelente qualidade. E que muitos rejeitam pela ousadia, como se não se pudesse também sonhar no Alentejo. Como se não compreendessem que o desafio nunca é justificar um NÃO mas arranjar forças para dar forma ao PORQUE NÂO!?!?!

Tal qual como os nossos melhores, de D. João II e os que o rodeavam, fizeram há cerca de 550-600 anos entre Évora, Alcáçovas e Sintra. Que, muito possivelmente entre sebes de murta e fontes de um delicado jardim renascentista - hoje visitável no antigo palácio dos Henriques, não tiveram dúvidas em decidir onde tinham de se concentrar: No E PORQUE NÂO? E PORQUE NÂO, persistir e Progredir pelo mar adentro?

E PORQUE NÂO? Esse será sempre o âmbito maior da Jardinagem! E é por ele que entre 5 e 8 de Abril, humanos provenientes de Inglaterra, bélgica e Holanda, residentes em Portugal, que amam incondicionalmente esta terra que os escolheu há décadas, prepararam com generosidade um programa excepcional para portugueses, australianos, gregos, chilenos, sul-africanos e tantos outros  que moveram as suas energias para estarem uma semana da Primavera de 2019 em Évora. ÈVORA, uma cidade que há muito mais de 40 anos não é só nossa mas da HUMANIDADE, deles e de todos os outros que um dia ainda conseguirão visitá-la!

Nota final e pessoal - Um OBRIGADO muito particular a todos os elementos da Mediterranean Gardeners e em particular ao Rob&Rosie Paddle, responsáveis pela organização deste evento maior dedicado ao tema do "E PORQUE NÂO?". Ou, se preferirem dedicado ao tema de como "Trazer a paisagem mediterrânica para o jardim". São do nosso MELHOR. Tê-los é e será sempre um privilégio nosso e um direito justamente reclamado por esta terra que sabiamente os prendeu cá.  

quinta-feira, 21 de março de 2019

Boas vindas à Primavera!



Hoje é o primeiro dia de Primavera e nós damos as boas vindas à estação mais vibrante do ano! Semear continuará a ser possível, sobretudo em casa, numa varanda, janela ou estufim, mas os dias que a partir de agora nos serão oferecidos são indicados, sobretudo, para USUFRUIR E CELEBRAR todas as cores da estação! Tempo para usufruir do que se semeou nos últimos meses e Tempo para celebrar as coisas incríveis com que a Natureza nos presenteia! Até dia 21 de Junho, no qual se assinalará o dia mais longo do ano, no Solstício de Verão, serão 92 dias de puro entretenimento, sem custos, em que por todo o lado existirão fontes de inspiração para utilizar a nossa flora silvestre em jardins mais bonitos, sustentáveis e ecologicamente mais ricos! A todos os que nos seguem os votos de uma VIBRANTE PRIMAVERA!







sexta-feira, 8 de março de 2019

Março - um mês com as mãos na Terra!


Março, um mês que se inicia no Inverno e termina em Primavera, é uma excelente altura para por as mão na terra. Seja para semear e fazer germinar sementes, seja para colocar plantas e árvores na terra. Na prática, um bom para voltar às hortas e jardins e preparar o tempo de usufruir uma Primavera que alongue ainda mais florida pelos meses de Maio a Julho.

E para quem tem dúvidas por onde começar, são diversos os eventos que irão ocorrer até meados de Abril e nos quais teremos o privilégio de estar presentes!


  • Feira de Jardinagem Mediterrânica em Silves - Dia 16 de Março , Sábado, estaremos na 5ª feira de jardinagem de Primavera organizada pela Associação de Plantas e Jardins em Climas Mediterrânicos. Este ano a Feira muda-se da quinta da Figueirinha para as instalações da FISSUL e será uma excelente oportunidade para adquirir plantas e assistir a diversas palestras. Nos iremos lá estar com as sementes das espécies mais emblemáticas que fazem parte do nosso catálogo de pacotes de flora autóctone.
  • Workshop com Noel Kingsbury, Dia 20 de Março, quarta-feira, no Jardim Botânico da Ajuda e co-organizado com a Associação dos Amigos do Jardim Botanico, dedicada ao comportamento das plantas no jardim, numa perspectiva de longo prazo. Noel Kingsbury, actualmente uma referência a nível europeu em "desenhos de plantação", é um reconhecido escritor e paisagista, é especialista em jardins do movimento "New Perennial". Conta com muitos livros editados, e é correspondente do jornal The Daily Telegraph, revista Gardens Illustrated Magazine e da revista The Garden, editada Royal Horticultural Society. Depois da Oficina haverá uma componente prática na matinha do Jardim Botânico onde os participantes plantarão espécies arbustivas autóctones. As Sementes de Portugal são parceiras deste evento e oferecerão a todos os paricipantes pacotes com sementes de algumas das espécies a utilizar como a Roselha, as Pascoinhas, a Murta ou o Piorno.
  • ExpoJardim - De 22 a 24 de Março na FIL Lisboa - Pela primeira vez a Expojardim vai até Lisboa. Serão 3 dias onde será possível  contactar como que de melhor se está a fazer nesta área no nosso país e nós também marcaremos presença em parceria com a Sigmetum, Viveiro especializado em plantas autóctones e com quem temos o privilégio de colaborar desde o início da nossa actividade. Pela primeira vez numa feira de jardinagem em Portugal o potencial ornamental e paisagístico da flora autóctone portuguesa estará presente numa feira de jardinagem!
  • Conferência de Primavera - Se os 3 eventos acima já são motivos mais do que suficientes para que Março seja um mês memorável, A Conferência de Jardinagem de Primavera que se realizará em Évora, de 5 a 7 de Abril, é a coroa de glória. Organizado uma vez mais pela  Associação de Plantas e Jardins em Climas Mediterrânicos e em parceria com a Universidade de Évora e As Sementes de Portugal, será um evento que coloca o nosso país ao nível do melhor que se faz no mundo Ocidental. Uma referência muito particular ás conferencias de Sábado, dia 6, dedicadas ao tema da paisagem mediterrânica numa jardinagem que se quer vibrante, moderna, ecologicamente mais rica e sustentável. Olivier Philippi (www.jardin-sec.com) e  James & Helen Basson (www.scapedesign.com), arquitectos paisagistas reconhecidos,  serão os oradores principais. As palestras são abertas ao público pelo que todos os interessados se poderão inscrever, mediante um pequeno valor - 20 Euros -  junto da Associação. Esta é uma oportunidade única à qual temos uma enorme satisfação de estar associados!

Estamos certos de que não há muitos anos com tantos e tão bons eventos dedicados à jardinagem. Se tivermos ajudado na sua difusão ficamos necessariamente muito contentes! A todos os votos de um bom mês com as mãos na terra!

sexta-feira, 1 de março de 2019

Grão da mesma mó!


Nas sementes de Portugal partilhamos a maior parte das vezes conteúdos relacionados com as espécies autóctones que por aqui evoluíram e que possuem inequívocas qualidades sejam elas ornamentais, paisagísticas, ecológicas ou etnobotânicas. Como se houve dizer..esse é o nosso métier!

Mas quem nos segue sabe que não somos muito ortodoxos e se gostamos de flores, plantas e árvores não gostamos menos da gente que por aqui também se fez evoluir ao longo de séculos. Mal ou bem, com maior ou menor sucesso, tudo discutível, mas com uma certeza: há mais de 800 anos a falar Português, esta língua que obviamente nos ajudou a enformar o nosso carácter enquanto Povo.

E sem querer sermos patrioteiros, é evidentemente óbvio que há algumas coisas pensadas em Português que acrescentam valor à Humanidade. Na nossa e na dos Outros. O último disco de Sérgio Godinho, Nação Valente, é uma dessas coisas.

E muito compreensivelmente a música que aqui partilhamos, Grão da mesma mó, com a participação de David Fonseca, é a nossa preferida. Para nós a continuação, 40 e muitos anos depois, da musica Primeiro dia. Como alguém diria, escrever algo assim precisa de muitos anos de lavoura e Sérgio Godinho lavra há 72 anos!

Permitimos-nos apenas copiar um breve trecho da letra, que a musica merece ser toda ouvida e varias vezes:

"Vê lá o que fazes, há
tanto a fazer
Fazes que fazes
Ou pões sementes a crescer?


Nota - Coincidência ou não, Hoje é o Primeiro dia de Março, o que era o primeiro mês no calendário Romano e consagrado a Marte, Deus da Guerra. Grão da mesma Mó pode muito bem ser ouvido como um cântico nas véspera de uma Batalha! Bom mês de Março!

domingo, 30 de dezembro de 2018

2018: Sementes de Portugal em revista


A pouco mais de 24 horas de nos despedirmos de 2018 partilhamos aqueles que foram os momentos mais marcantes do nosso projecto ao longo dos últimos 365 dias. O exercício de passar em revista um ano tem sempre o mérito de nos obrigar a reflectir sobre em que " é que afinal despendemos o bem mais precioso que temos: O tempo em que estamos vivos! E apesar de em regra acharmos que tudo passou muito depressa, o facto é que uma volta completa em torno do Sol, uma ninharia à escala astronómica, dá para fazer muita coisa.

Como 12 imagens não seriam suficientes seleccionámos 18 para sintetizar aquele que foi o 5º ano de vida das Sementes de Portugal, um projecto de iniciativa privada de pequena dimensão cuja aposta  é a de que a flora autóctone pode ter um mercado, e de que é possível ser economicamente viável, sem recurso a subvenções ou subsídios públicos, e ainda cumprir com todas as suas obrigações fiscais e sociais.

Com uma missão: disponibilizar sementes de espécies autóctones a todos aqueles que as procuravam e não encontravam! E com isso contribuir para jardins mais sustentáveis e bosques mais resilientes!

A todos os que nos seguem, e sobretudo àqueles que em 2019 adquiriram sementes de Portugal, o nosso muito OBRIGADO!




quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Votos de um Feliz e Fraterno Natal




Há precisamente um ano partilhávamos os nossos Votos de Natal. Um ano depois temos o privilégio de poder continuar a partilhar os mesmos votos e isso é o que mais importa: poder ter feito mais esta volta em torno do Sol! Daí que repitamos as mesmas palavras: " Estamos a 5 noites da noite de Natal, e daqui em diante será cada vez mais difícil não nos envolvermos no espírito da quadra. E se alguns não se identificam com o Natal do consumo e outros não o celebram por razões religiosas, há um valor intemporal, que nos acompanha e que pode unir todos os seres: O da FRATERNIDADE. O mesmo que, como escrevíamos AQUI, há milhares de anos, em noites muito longas e frias, fazia juntar os nossos antepassados em volta de fogueiras para celebrar a vitória da luz sobre as trevas! Que é precisamente o que acontecerá amanhã, sexta-feira, pelas 22h33m no hemisfério Norte: O solstício de Inverno em que se inicia uma nova estação e o dia regista a sua menor duração - 9h e 27 minutos apenas, conforme partilha o Observatório Astronómico de Lisboa AQUI. Porém é só na noite de dia 24 que as celebrações oficiais acontecem e a humanidade assinala essa gloriosa vitória do Sol sobre as Trevas! A todos os que nos acompanham, os votos de um Feliz Natal. Pleno de fraternidade e onde a indiferença não encontre lugar em nenhum de nós!

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Catálogo Geral de Sementes de Flora autóctone - 2018-2019

Novo Catálogo Geral 2018-2019:  AQUI


Publicamos hoje, pela 6ª vez consecutiva, o nosso catálogo geral de sementes de espécies autóctones de Portugal. Nos anos anteriores procurámos publicá-lo no mês de Setembro, porém essa é uma altura em que muitas das espécies de arbustos e de árvores ainda não frutificou.

Daí que este ano tenhamos optado por aguardar pelos meados de Novembro, até porque estamos em vésperas do Dia oficial da Floresta autóctone. E este é um dia naturalmente significativo para nós. Podemos germinar sementes a maior parte do ano mas esta é a altura perfeita para colocar plantas e árvores na terra dando-lhe tempo para enraizarem até à Primavera e assim suportarem melhor a falta de água no Verão.

A nossa missão, por peregrina que pareça a muitos, continua a ser a mesma: disponibilizar a todos os que o pretendam, sementes do maior número possível de espécies autóctones que ocorrem no nosso país, pois germinar sementes é a melhor maneira de ter por perto as espécies silvestres que, seja qual for a razão que nos mover, quisermos ter por perto!

Jardins sustentáveis, hortas mais bonitas e bosques mais resilientes são as linhas a que obedecem as colheitas que fazemos ao longo de cada ano.

No presente catálogo acrescentámos sementes de mais 20 espécies da nossa flora alcançando as 390!
O catálogo não tem qualquer pretensão cientifica e organiza de forma simples as espécies pelos seus nomes científicos em categorias que são facilmente apreendidas pela maioria das pessoas que se interessam pela nossa flora.  e que nesta edição é constituído pelos seguintes capítulos:


  • Árvores - 45 espécies, tendo sido adicionadas 2 novas espécies:e Pinus sylvestris e Prunus insitita
  • Arbustos e sub-arbustos - 76 espécies - foram adicionadas 6 novas espécies entre as quais destacamos a Ephedra fragilis e a Erica ciliaris
  • Trepadeiras - 15 espécies - mais duas novas, destacando-se a Rosa corymbifera
  • Herbáceas - 212 espécies - Das 7 novas espécies cujas sementes adicionámos a Campanula alata e o Eryngium duriaei colhem as nossas preferências dadas as suas inequivocas potencialidades ornamentais
  • Gramíneas - 25 espécies - nao tendo sido acrescentada nenhuma nova espécie
  • Alhos e bolbos - 19 espécies - Das 3 novas a Narcissus papyraceus é sem sombra de duvida a que mais se destaca.

Sempre que possível acrescentámos ainda o nome vulgar pelo qual a espécie é conhecida. No catálogo deste ano distinguimos também as espécies que além de ornamentais são consideradas como aromáticas, medicinais ou utilizáveis na nossa alimentação. Pelas diferentes categorias podem encontrar-se cerca de 40 dessas espécies, das quais destacamos a Valeriana, a Betónica e a Malva silvestre para dar apenas alguns exemplos.

Terminamos por fim e como já vem sendo nosso hábito com duas referências da maior importância. A primeira, de agradecimento a todos aqueles que nos têm ajudado a trazer á luz do dia este projecto e que das mais variadas formas ajudaram a consolidar este catálogo geral. A segunda, de apelo ao feed-back que qualquer um considere relevante enviar-nos. Todos os comentários, sugestões e criticas, são bem vindos. E essenciais para nós.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Sementes de Portugal: 5º Aniversário!


As Sementes de Portugal celebram hoje o seu 5º aniversário! 5 anos a fazer crescer uma ideia: a de que a flora silvestre do nosso país pode estar ao alcance de todos aqueles que a pretenderem semear! A todos aqueles que nos ajudaram nesta ambição: o nosso MUITO OBRIGADO!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Novo Catálogo de Pacotes de sementes de Flora Silvestre 2018-2019


Novo Catálogo 2018-2019 - AQUI !

Lançamos hoje o novo catálogo de pacotes de sementes de flora silvestre 2018-2019! Para nós é o culminar de um trabalho árduo que nos animou ao longo dos últimos dois anos: Acrescentar, às 50 espécies do último catálogo 2016-2017, 10 novas plantas da nossa flora que têm todo o potencial e mérito para fazerem parte dos nossos jardins.

Existirão ainda mais algumas quantas, mas aproximamos-nos mais um pouco da selecção que um dia idealizámos quando começámos o projecto sementes de Portugal há quase 5 anos. E de possibilitar a todos aqueles que o pretendam, de forma simples e confortável, as sementes dessas espécies.

As 10 espécies, que podem já ser adquiridas na nossa loja on-line - www.sementesdeportugal.pt - ela própria também recentemente renovada, são todas elas de fácil germinação, inegavelmente ornamentais e são relativamente abundantes nos nossos campos e paisagens não colocando em risco qualquer população silvestre..

Nove são declaradamente autóctones: Aquilégia (Aquilegia vulgaris); Bem-me-quer (Leucanthemum sylvaticum); Cabelos-de-Vénus (Nigella damascena); Calças-de-cuco (Gladiolus italicum); Gloria-da-manhã (Convolvulus tricolor); Macela-Real (Achillea ageratum); Marianas ( Centranthus ruber); Saudades-roxas (Scabiosa atropurpurea) e Tremoço-azul (Lupinus angustifolius). Uma, o Cipreste (Cupressus sempervirens) introduzido muito provavelmente pelos romanos há dois mil anos tem, como alguém diria, plenos direitos de cidadania e faz parte da paisagem mediterrânica que herdamos dos nossos antepassados que a humanizaram.

Para facilitar a sua consulta, o catálogo é composto por 5 capitulos:
  1. Flores comestíveis
  2. Flores silvestres
  3. Plantas aromaticas e medicinais
  4. Herbáceas e Pequenos arbustos ornamentais
  5. Árvores e arbustos ornamentais

Não é uma classificação muito satisfatória pois há espécies que cabem em mais do que uma categoria, mas é a que por agora as permite arrumar da melhor forma e de acordo com as características mais conhecidas do público em geral. São espécies que, numa perspectiva horticultural, tanto se enquadram no jardim como na Horta e para nós um jardim comestível ou uma horta esteticamente bonita não são realidades incompatíveis!

Esperamos naturalmente que estas novas espécies, assim como o catálogo no seu todo, vão ao encontro das expectativas de todos aqueles que cada vez mais se atrevem a germinar as suas próprias sementes procurando ter jardins, adaptados ao nosso clima, com mais sentido etno-botânico e ecologicamente mais ricos e sustentáveis ! 

A todos os que nos seguem, os votos de uma boa época de sementeiras!


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Outono: Chegou o (melhor) tempo de semear!


Desde ontem que estamos oficialmente no Outono, e com ele chegou o melhor tempo para Semear! De hoje até ao solstício de Inverno, dia 21 de Dezembro, serão 88 dias em que os dias perderão duração para as noites. Para muitos são 3 meses de descida, uma espécie de antecâmara do tempo ainda pior que virá com o Inverno. Mas para MUITOS OUTROS, são os 3 meses em que podemos dedicar-nos a germinar aquilo que queremos ver florescer na Primavera. Não há outra forma possível! E esse é um dos melhores programas de recomeço de ciclo. Nos próximos dias partilharemos as novidades que juntámos aos nossos catálogos de sementes silvestres da flora de Portugal. A todos os que nos seguem: uma auspiciosa época de sementeiras!

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Convenção europeia de empresas produtoras de sementes silvestres



Na passada semana, de 14 a 19 de Maio, tivemos o privilegio de participar na primeira convenção de empresas produtoras de sementes silvestres da Europa.

Organizada pela associação alemã de empresas produtoras de sementes e plantas nativas ( https://www.natur-im-vww.de/en/) esta convenção contou com a presença de empresas de praticamente todos os países europeus e foi não só uma excelente oportunidade para a partilha de experiências entre os participantes,  como a oportunidade de contactar de perto com a experiência acumulada, desenvolvida ao longo de mais de 30 anos, pela Alemanha num sector que assume uma importância cada vez maior.

O programa, organizado numa iniciativa de extrema generosidade, foi extenso e desenrolou-se ao longo da semana em diversos locais da Alemanha e Suiça. Dos aspectos mais relevantes salientamos:
  - Os projectos de requalificação ambiental e paisagistica, dos quais o mais impressionante foi inequivocamente, o de renaturalização das minas de carvão de Jänschwalde (ex-RDA) levado a cabo pela empresa https://www.nagolare.de;
 - Os diferentes níveis de desenvolvimento das quintas de produção de sementes silvestres certificadas;
-  Os igualmente diversos níveis de desenvolvimento tecnológico e automação das unidades de limpeza e conservação de sementes.

Como é compreensível é um sector de actividade que se desenvolveu na sequência de um forte impulso dos governos nacionais e regionais cujas politicas ao longo das últimas década estimularam o aparecimento de dezenas de produtores e empresas. Um esforço que outros países começam agora a desenvolver de forma mais sistemática (Inglaterra, Espanha, França, Holanda, entre outros) mas que, infelizmente, ainda não tem sequer um paralelo no nosso país.

Ainda não tem, MAS pode e deve vir a ter no Futuro. Até que isso aconteça é para nós um motivo de satisfação ter podido beneficiar de forma tão concentrada da experiência tida noutras latitudes deste espaço que é a nossa casa comum, a Europa. Que poderá não ser de aplicação imediata à nossa realidade, mas que seguramente nos ajudará a trilhar o caminho de promoção do uso das espécies silvestres nas mais variadas vertentes.

Terminamos fazendo referência à criação da Associação Europeia de empresas produtoras de sementes silvestres que teve nesta convenção o seu pontapé de saída. Até ao final do ano de 2018 um grupo de trabalho agora eleito pelos participantes da convenção terá como missão definir os principais aspectos da organização e missão da futura Associação Europeia. Um Fórum de cooperação e troca de conhecimentos e do qual temos a satisfação de fazer parte desde o primeiro momento!


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 - Previsões e tendências

Estamos na altura do ano em que nas mais variadas áreas se comunicam em catadupa as previsões e tendências que marcarão os próximos 12 meses. Das tradicionais cartomantes e especialistas em horóscopos aos analistas  desportivos e políticos passando pelos gurus da moda e da tecnologia, sem descurar os vizinhos mais sabedores, este é um mercado fértil em que tudo é possível prever e vaticinar.

É razoável suspeitarmos que lá para meados do ano a maior parte dos esforços oraculares ou não se concretizou ou já se esqueceu, porém da atenção que lhe demos é que já não se aliviam. E esse é um motivo mais do que suficiente para de forma bem disposta prevermos o que em matéria de flora autóctone marcará 2018 e os próximos anos na nossa legitima, embora interessada, perspectiva. A maior parte das 6 preconizações que fazemos são simples desejos que afirmados de forma tecnocrática ganham outra e muita credibilidade. O que é altamente criticável, dirão alguns! Pois que sejam. Afinal quanta da realidade não se materializou apenas porque alguém a sonhou!?

PREVISÕES E TENDÊNCIAS


#1 - Em 2018, 80% dos que irão semear pela primeira vez irão fazê-lo com sementes de espécies silvestres nativas de Portugal. Probabilidade de ocorrência: entre 90 e 100%.


#2 - 98% dos que em 2018 germinarem sementes de flora nativa concluirão que semear não é uma ciência esotérica. Com a temperatura, humidade e luz adequadas é altamente provável a obtenção de resultados satisfatórios. Probabilidade de ocorrência: entre 95 e 99%.


#3 - 40% daqueles que planeiam construir um jardim em 2018 irão seleccionar espécies autóctones adaptadas ao nosso clima, a longos períodos sem água e base de jardins bio-diversos. Esta percentagem subirá de forma consistente alcançando os 100% em 2025. Probabilidade de ocorrência: 90%.


#4 - Em 2018 apenas 10% dos portugueses considerará as espécies autóctones insuficientes para manter um jardim sempre florido. Em 5 anos esta percentagem decrescerá de forma ainda mais significativa para valores residuais próximos de zero. Em 2023 será consensual que as dezenas de espécies silvestres que ocorrem naturalmente no nosso país são mais do que suficientes para satisfazer as legitimas necessidades básicas de beleza de qualquer cidadão. Probabilidade de ocorrência: 99,99%.


#5 - Em 2018 uma percentagem crescente de portugueses residentes em meios urbanos considerará como muito pouco eficiente ter de se deslocar grandes distâncias para usufruir de um prado florido. O campo na cidade será uma tendência na jardinagem dos espaços públicos das nossas cidades. Probabilidade de ocorrência: 80% em 10 anos


#6 - Em 2018 10% dos portugueses que habitam nos principais núcleos urbanos e que são proprietários de parcelas florestais ou rurais abdicarão de rendimentos de curto-prazo e irão promover a implantação de espécies autóctones em povoamentos heterogéneos, base da biodiversidade e da fundamental preservação dos solos. Em 2030 a gestão do espaço florestal que não contemple estas duas vertentes será considerada uma bizarria. Probabilidade de ocorrência: 95% em 15 anos.

Votos de um bom 2018! Decente. Se o for já será muito bom!

domingo, 31 de dezembro de 2017

Um próspero 2018!


Um próspero 2018! E que os próximos 365 dias sejam plenos de saúde e paz para todos aqueles que nos seguem. E mais logo, quando muitos de nós estivermos, maravilhados, a a admirar os fogos de artifício que, um pouco por todo lado, acompanham os votos e os desejos que fazemos para o novo ciclo, nos possa também ocorrer o milagre que é fazermos parte deste Universo. Vejam o video que aqui partilhamos. É bem possível que motive algumas alterações de última hora na lista de desejos de alguns de nós :-) 



sábado, 30 de dezembro de 2017

2017: Sementes em retrospectiva



A pouco mais de 24 horas do fim do ano passamos em revista 2017 e lembramos, em jeito de retrospectiva, o que de mais significativo alcançámos nestes 365 dias. Há quem não veja especial interesse no exercício, mas os balanços têm sempre várias virtualidades. A começar pela mais óbvia que é a de termos chegado vivos ao fim de mais um ciclo e podermos voltar a perspectivar outro - Um privilégio que, como sabemos, de forma alguma nos está eternamente garantido! 

A outra é a de nos demonstrar que, não tendo feito tudo o que gostaríamos, afinal muita coisa foi concretizada nestas 52 semanas. 

Não sendo possível sintetizar tudo numa só imagem, destacamos em duas os momentos que para nós marcaram 2017 não só ao nível do nosso projecto, mas também naquilo que nos rodeia e ao qual não fomos indiferentes.

Colaborámos com o Projecto Futuro na região metropolitana do Porto e a recuperação do sitio do Telheiro em Sagres. Fomos a Córdova à conferencia da Rede Europeia de produtores de sementes silvestres e em Maio à Festa da Espiga na herdade do Freixo do Meio.

Fizemos uma edição especial de Cravos Vermelhos e outra de Girassois. Assinalámos Equinócios e Solstícios. Vibrámos com a vitoria de Salvador Sobral e a entrega do prémio Camões a Raduan Nassar. 

Adicionámos sementes de 30 novas espécies ao nosso catálogo geral e promovemos novas formas de semear com os Kits de germinação.

Fomos ao jardim das plantas em Paris e à feira de Jardinagem em Londres. 

Desesperámos com os incêndios, o desordenamento do território e a destruição dos solos em redor da Lagoa de Óbidos. 

Sonhámos com um Sobral interior, descobrimos a grande lizimaquia e ficámos parceiros da Rede Eco-Escolas. 

Fizemos mais 10.000 novos amigos na nossa página FB e tivemos milhares de visitas ao nosso blogue. 

E, sobretudo, continuámos aquela que é a nossa missão: disponibilizámos milhões de sementes de espécies autóctones. prontas a germinar a todos aqueles que as procurava e não encontravam! 

Obrigado 2017!!



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Votos de um fraterno Natal

Estamos a 5 dias da noite de Natal, e daqui em diante será cada vez mais difícil não nos envolvermos no espírito da quadra. E se alguns não se identificam com o Natal do consumo e outros não o celebram por razões religiosas, há um valor intemporal, que nos acompanha e que pode unir todos os seres: O da FRATERNIDADE. O mesmo que, como escrevíamos AQUI, há milhares de anos, em noites muito longas e frias, fazia juntar os nossos antepassados em volta de fogueiras para celebrar a vitória da luz sobre as trevas! Que é precisamente o que acontecerá amanhã, quinta-feira, pelas 16h28m no hemisfério Norte: O solstício de Inverno em que se inicia uma nova estação e o dia regista a sua menor duração. Mas é só na noite de dia 24 que as celebrações oficiais acontecem e a humanidade assinala essa gloriosa vitória do Sol! A todos os que nos acompanham, os votos de um Feliz Natal. Pleno de fraternidade e onde a indiferença não encontre lugar em nenhum de nós!



terça-feira, 24 de outubro de 2017

Sementes de Portugal: 4º Aniversário!




Assinalamos hoje, dia 24 de Outubro, o nosso 4º Aniversário!

Na escala de uma vida humana 4 anos não são nada, mas na de um projecto peregrino, com natureza empresarial, persistir e sobreviver 4 anos  é para nós um enorme motivo de alegria e satisfação.
Como escrevíamos nessa altura, AQUI, abraçávamos nesse dia de Outono de 2013, a missão de tentar que em Portugal, e à semelhança do que já existia há tantos anos noutros países europeus, existisse uma empresa que disponibilizasse sementes das espécies autóctones da flora portuguesa. As suas potencialidades, o interesse que reuniam em matéria de paisagismo e jardinagem, a possibilidade de contribuir para a renaturalização dos mais diversos espaços, e sobretudo a nossa profunda crença de que podemos  e devemos ter espaços verdes mais bio-diversos e ecologicamente sustentáveis, fizeram-nos acreditar, desde o inicio, de que a nossa missão faria todo o sentido existir.

Fazia e Faz! Ao longo destes quase 1500 dias contribuímos para que cada vez mais pessoas estejam atentas à importância das espécies silvestres da nossa flora e que, caso seja essa a sua vontade, seja hoje muito mais fácil  encontrarem as sementes de espécies emblemáticas que fazem parte do nosso imaginário colectivo.

Apesar de apostarmos na dessacralização de temas que são demasiadas vezes capturados por discursos "científicos" herméticos e inacessíveis, as sementes de Portugal serão sempre, evidentemente, uma empresa - projecto de nicho. Não temos nem a veleidade, nem a vontade, de sermos uma grande empresa de comercialização de sementes. Mas continuamos a acreditar e a ter a certeza de que poderemos acrescentar valor promovendo o que é para nós fundamental: a nossa reconecção com os elementos e  com as outras formas de vida com quem partilhamos o nosso planeta Terra.

E gostando nós de eco-sistemas enche-nos igualmente de satisfação saber que a nossa empresa, embora de pequena dimensão, faz hoje parte do eco-sistema económico e social que é a nossa sociedade, na qual vivemos e para a qual desejamos contribuir com a nossa energia. 

Totalmente financiado pelas vendas junto dos seus clientes, contribuindo para a Segurança Social e cumprindo as suas obrigações fiscais, como qualquer outra actividade económica suportada pelo mercado, as Sementes de Portugal incorporam o resultado do trabalho de outras empresas e são hoje parceiras, acrescentando valor, de  comerciantes e empresas que promovem o melhor do nosso país. Colaboram com diferentes Universidades e Institutos Politécnicos,  estão integradas em associações como a Sociedade Portuguesa de Botânica e a Associação de Jardinagem em climas mediterrânicos e, o que é da maior importância para nós, têm um papel activo em projectos de enorme impacto em matéria de responsabilidade social como o Programa Eco-Escolas e o Projecto Futuro 100.000 Árvores - da Região metropolitana do Porto.

Neste 4 anos existiram naturalmente muitos desaires e dificuldades que não ultrapassámos como gostaríamos. Mas em dias de aniversário preferimos antes focar-nos no muito que pode e deve ainda ser feito. Como há quatro anos, continuamos com a mesma energia e a mesma certeza: A Flora autóctone tem tudo para fazer parte do nosso Futuro!

A todos aqueles que nos têm ajudado a fazer crescer esta ideia: OBRIGADO!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Outono: Tempo de semear!



Hoje é oficialmente o último dia de Verão e mais logo, pelas 21h02minutos, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, ocorre o equinócio de Outono, isto é  o " instante em que o ponto central do sol passa no equador" e em que, pelo menos em termos de percepção, o dia iguala a noite em duração. 

Na realidade e aspectos astronómicos à parte, a verdade é que poucos de nós ainda conseguem sentir que estamos no Verão. São dias perfeitos e de temperatura agradável, mas de luz coada e humidade no ar,  com tonalidades de cobre,  que deixam antever a diminuição dos dias que se aproxima.

Porém, longe de ser melancólica, o Outono é uma estação vibrante de oportunidades! Para nós, a melhor época para semear a maior parte das sementes das espécies autóctones , as quais encontram agora as condições perfeitas de luz e humidade para que a vida que nelas existe desperte e enraíze antes da chegada do Inverno, em meados de Dezembro.

Em Portugal e em muitos outros países do hemisfério norte convencionou-se que as mudanças de estação ocorrem nos equinócios e nos solstícios. Mas convém ter presente que é apenas uma convenção, que não existe qualquer entidade galáctica que ordene e legisle o tema! Para nós, por exemplo, a prática irlandesa faria muito mais sentido. Numa manifestação da sua herança céltica e do seu calendário com apenas duas estações, o início das estações tem ligeiros desvios, começando o Outono a 1 de Setembro (O Inverno a 1 de Dezembro, a Primavera a 1 de Março e o Verão a 1 de Julho). 

Todavia, apesar de relevante, admitimos que seria o cabo dos trabalhos mudar hábitos tão instalados. Daí que nos foquemos no absolutamente essencial e que é relembrar, para o caso de nos termos esquecido, que vivemos num planeta perfeito que todos os dias faz o seu caminho de forma impecável, sem oficinas nem custos de manutenção!

A uma agradável e discreta velocidade de 30 kms/s ou 108.000 km/hora! A velocidade certa e aconselhada para percorrermos sem percalços de maior os 930 milhões de Kms que iremos fazer juntos com o nosso planeta nos próximos 365 dias!

Uma boa época de sementeiras e uma boa viagem nós próximos 30 dias, para todos os que nos seguem, são os nossos votos! 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Catálogo Geral de Sementes de Flora autóctone - 2017-2018


Setembro é para nós o início  do Tempo de Semear e, como tal, a altura indicada para publicar aquele que será sempre o nosso catálogo mais importante: O Catálogo Geral de Sementes autóctones. Um catálogo que editamos pela 5ª vez e que na prática sintetiza um ano de trabalho intenso com um objectivo em em mente: O de disponibilizar a todos os que o pretendam, sementes do maior número possível de espécies autóctones que ocorrem no nosso país.

Germinar sementes é a melhor maneira de ter por perto as espécies silvestres que, seja qual for a razão que nos mover, quisermos ter por perto. E se é verdade que no nosso país não temos grande tradição de jardinagem, também é verdade que são cada vez mais aqueles que consideram a flora silvestre aquela que mais qualidades oferece se pretendermos ter jardins únicos, sustentáveis e sofisticados.

É evidentemente um mercado de hiper-nicho mas que por ser tão pequeno encerra em si toda a esperança do mundo: É que, qualquer que seja a perspectiva, só pode crescer! Como não nos cansamos de repetir, germinar sementes está longe de ser uma ciência esotérica e qualquer um, desde que munido de vontade, o poderá fazer.

O presente catálogo contém sementes de cerca de 371 espécies da nossa flora. Mais 31 que na edição do ano passado e que nos aproxima do número que já há  alguns anos temos em mente:  isto é, os 10% da nossa flora que, no mínimo, têm relevância ornamental. 

O catálogo não tem qualquer pretensão cientifica e organiza de forma simples as espécies pelos seus nomes científicos em categorias que são facilmente apreendidas pela maioria das pessoas que se interessam pela nossa flora.  e que a partir de agora Nesta edição é constituído pelos seguintes capítulos: 

  • Árvores - 42 espécies, tendo sido adicionadas as espécies de Quercus mais relevantes
  • Arbustos e sub-arbustos - 70 espécies, das quais destacamos novas espécies de Ericas e Thymus e a muito ornamental Cornus sanguinea
  • Trepadeiras - 13 espécies - mais uma espécie: Clematis campaniflora
  • Herbáceas - 205 espécies - adicionadas mais 11 espécies, destacando-se as Cerinthe major (Chupa-mel), Dianthus broteroi (cravinas-bravas) e Lysimachia vulgaris (Grande Lisimaquia)
  • Gramíneas - 25 espécies - mais uma espécie: Typha domingensis
  • Alhos e bolbos - 16 espécies.
Sempre que possível acrescentámos ainda o nome vulgar pelo qual a espécie é conhecida. No catálogo deste ano distinguimos também as espécies que além de ornamentais são consideradas como aromáticas, medicinais ou utilizáveis na nossa alimentação. Pelas diferentes categorias podem encontrar-se cerca de 40 dessas espécies, das quais destacamos a Valeriana, a Betónica e a Malva silvestre para dar apenas alguns exemplos.

Terminamos por fim e como já vem sendo nosso hábito com duas referências da maior importância. A primeira, de agradecimento a todos aqueles que nos têm ajudado a trazer á luz do dia este projecto e que das mais variadas formas ajudaram a consolidar este catálogo geral. A segunda, de apelo ao feed-back que qualquer um considere relevante enviar-nos. Todos os comentários, sugestões e criticas, são bem vindos. E essenciais para nós.



segunda-feira, 20 de março de 2017

Primavera no Dia Internacional da Felicidade!


Desde as 10h29m de hoje, dia 20 de Março, que estamos oficialmente na Primavera. É certo que com mais frio e menos sol do que o que tivemos nas últimas semanas, mas no hemisfério norte do nosso planeta, astronomicamente falando, o equinócio da Primavera - o momento em que a duração do dia iguala da noite, aconteceu nesse preciso momento.

Curiosamente, o nosso primeiro dia de Primavera coincide este ano com o Dia Internacional da Felicidade, dia 20 de Março,  definido em 2012 pelas Nações Unidas, como o melhor momento para nos relembrar a todos que a "a busca busca da felicidade é um dos objectivos fundamentais do ser humano”. Há, como sabemos, dias para tudo e este nem nos tinha passado pela cabeça que fosse importante assinalar, mas reconhecemos que o dia é bem escolhido - Muito embora para quem viva no hemisfério Sul fique antes associado ao Outono, o que não sendo uma estação propriamente triste, está longe de acompanhar a ideia geralmente aceite de alegria.

Questiúnculas à parte, o relevante é que faz todo o sentido assinalar o que para muitos de nós é a estação  mais feliz do ano. Se associarmos isso à necessidade de, na linha do indicador da "Felicidade Bruta Nacional" medido pelo Butão desde 1972, prosseguirmos "uma abordagem mais inclusiva e equilibrada ao crescimento económico que promova o desenvolvimento sustentável e o bem-estar”, tanto melhor! Até porque também para nós é inquestionável que felicidade pressupõe estarmos em harmonia com todos os elementos que nos rodeiam e que fazem deste planeta a nossa casa-comum.

Os próximos 92 dias, até ao dia 21 de Junho - dia em que ocorrerá  o solstício de Verão, são dias propícios para semear e sobretudo para usufruir da generosidade da Natureza. Dias cada vez mais longos que começam agora ligeiramente mais frios, em tons de verde, com muitas plantas já em flor, mas que irão em crescendo de exuberância, temperatura e cor até aos máximos dos meses de Maio e Junho!

Na realidade a Primavera não é toda igual e não poderia ser de outra forma. Em cada dia que passa, percorremos cerca de 2 milhões 580 mil quilómetros na nossa órbita em torno do sol. Podemos não nos aperceber da velocidade, nem sequer ter justificadas vertigens, mas indirectamente e dia após dia, percebemos que isto não pode estar parado!

E como gostamos dessa percepção, também nós mudamos a nossa capa e cor dominante. Desta vez para os múltiplos tons de verde esperança que por todo o lado emergem nas jovens folhas que agora rebentam. Apreciamos todos sem excepção, mas os que por esta altura se observam nas galerias ripículas, lagoas e paúis do nosso país enchem-nos de genuína felicidade. Como os da imagem acima, onde freixos, salgueiros, amieiros e tantas outras espécies que habitam o paúl de Arzila - Coimbra, se desdobram em outras tantas tonalidades de verde!

A todos os que nos seguem, os votos de Feliz Primavera ou se preferirem, os votos de boa viagem para os próximos 236.256.000 Km que iremos percorrer.


quinta-feira, 16 de março de 2017

Germinar é possível!?!?


Sim é! E para nós esta é mesmo uma das ideias-chave do nosso projecto. Germinar, contrariamente ao que muitos possam pensar, não é de todo uma ciência esotérica e está ao alcance de qualquer um de nós observar a vida de uma planta, seja ela uma árvore, um arbusto ou uma flor,  a despontar!

É certo que algumas espécies exigem alguns truques, mas a grande maioria da nossa flora desenvolveu uma sofisticada tecnologia de reprodução que à primeira oportunidade dá início ao seu ciclo de vida: Luz, temperatura a rondar os 16º - 20º C e humidade q.b. são na maior parte dos casos os únicos requisitos.

Claro que quando nos queremos iniciar nas artes da germinação os aspectos logísticos e práticos são importantes e hoje em dia, quando a maior parte de nós vive em meios urbanos e dispõe de casas mais pequenas, a forma como o podemos fazer é muito relevante.

Foi a pensar nas muitas pessoas que querem germinar sementes de forma económica e o mais eficaz possível, que concebemos os nossos Kits de germinação. Contendo alvéolos e tabuleiros de germinação, acompanhados da quantidade exclusivamente necessária de substrato, perlite e fibra de o coco, deixará de ser necessário despender um valor significativo a adquirir materiais dos quais acabaríamos por só utilizar uma pequena parte. Além do valor gasto era muitas vezes a sensação de desperdício que nos desmotivava a experimentar!

Agora que nos aproximamos do fim do Inverno e a Primavera está aí à porta, voltam a estar reunidas as condições perfeitas para fazer nascer sementes. É certo que preferimos o Outono para o fazer mas é nesta altura, em que a Natureza nos brinda com máximos de floração, que nos é mais fácil identificar as plantas que gostaríamos de ter ao pé de nós! as estevas, as pascoinhas, as roselhas e tantos outros arbustos que a partir de agora começam a florir nas nossas paisagens são apenas algumas das muitas espécies que nos podem inspirar!

É verdade que o que semearmos hoje só florirá na próxima Primavera de 2018! Mas é por aqui que podemos ter o privilégio de começar a tomar nota dos ciclos do nosso planeta!

Para todos aqueles que decidirem que SEMEAR é agora mesmo! disponibilizamos na nossa loja Online 3 kits diferentes. Desde vasos em fibra-de coco aos tabuleiros com 24 alvéolos. Com tudo o que é necessário e sementes incluídas! Aqui:

www.sementesdeportugal.pt/loja


PS - Alguns de nós ficam tentados a pensar que será mais fácil ir ao campo e tentar arrancar para posteriormente transplantar nos seus jardim, as plantas da sua eleição. É compreensível, pois frequentemente a exuberância da floração que observamos é tal que queremos aquele arbusto de imediato! Mas essa é uma hipótese totalmente desaconselhada por nós. Além de desfigurarmos o que já estava bem, dificilmente as plantas transplantadas nesta estação do ano sobrevivem. Por muitas raízes que se consigamos trazer, toda a energia da planta está nos seus ramos e flores pelo que o enraizamento não será bem sucedido e o que era um belo arbusto ao alcance de todos, acabará por morrer!