Quem (assim por volta da nossa geração)
não se lembra de em criança brincar com estas flores apertando-as de modo a
fazer abrir aquela ‘bocarra’? Era uma das flores mais comuns na maioria
dos jardins, fossem eles pequenos ou grandes, públicos ou privados, responsável
por encher os canteiros de cores fortes e variadas.
Sendo da mesma família das dedaleiras, Plantaginaceae, as bocas-de-lobo (Antirrhinum sp) são um exemplo das plantas silvestres pioneiras na conquista dos nossos jardins e a espécie que melhor conhecemos dos jardins é a cultivada Antirrhinum majus.
De entre as cerca de 25 espécies
conhecidas e originárias do mediterrâneo ocidental, em Portugal e na natureza podemos encontrar 7 espécies diferentes, algumas mais ou menos raras.
As bocas-de-lobo mais comuns que
podemos encontrar à beira dos caminhos, em fendas de rochas e de um modo geral
em terrenos pedregosos é o Antirrhinum
linkianum, enquanto que em “sítios arenosos e perto do litoral” (1) já
encontramos o A. cirrhigerum. São
pequenas as diferenças que as distinguem e em comum têm a forte coloração rosa
purpura das suas flores que as faz ressaltar à vista na paisagem.
Em resumo, é uma planta herbácea perene
bem adaptada a diferentes condições, que suportando bem o nosso frio entra em
floração logo no final do inverno, renovando as suas flores até meados do
Outono ou mais.
De fácil germinação, chega em
Março a melhor altura de proceder à sementeira e possuímos para já o Antirrhinum cirrhigerum ou bocas-de-lobo-do-litoral-arenoso,
disponível conforme o nosso catálogo.
(1)
in Flora-on