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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Borragem


Depois do Sabugueiro, arbusto de grande porte que revisitámos no nosso último post, destacamos hoje a nossa atenção a uma outra espécie silvestre, herbácea anual, que sendo igualmente muito útil tem a vantagem de não necessitar de solos profundos e poder crescer em qualquer floreira ou varanda urbana.

Apesar de não ser a primeira vez que escrevemos sobre ela, aproveitamos a oportunidade para sintetizar o que de mais relevante importa saber desta espécie silvestre que ocorre naturalmente em quase todo o país mas incompreensivelmente passa despercebida à maior parte de nós.

Começamos pela singularidade da cor. O Azul não tem fama de ser a cor da realeza por acaso. É que na Natureza é a cor que menos ocorre, sobretudo se comparada com a profusão de amarelos e verdes, muito mais frequentes, o que explica ter sido apropriada como a suposta cor do sangue das "algumas famílias" em posição dominante. Devemos no entanto dizer que em matéria de Azul as espécies silvestres da família da Borragem - as boraginácias - não se fazem de rogadas e é possível encontrar outras tonalidades ainda mais vibrantes, como as da Anchuza azurea, a nossa preferida, e as de Pentaglottis sempervirens.

Muito pouco exigente em matéria de solo ou nutrientes, a Borragem tem ganho mais visibilidade nos últimos anos graças ao que que poderemos apelidar de qualidades: È das primeiras espécies a florir no final do Inverno; tem uma floração demorada e abundante - Até ao fim de Abril/ início de Maio e as suas flores, além de muito apreciadas pelas abelhas pelo seu néctar, são ....comestíveis!

A utilização das suas flores em forma de estrela e com sabor a pepino, seja em saladas ou como elemento decorativo, é já hoje vulgar na cozinha mais exigente. Além do sabor e dos nutrientes alimenta os olhos, o que não é de minimizar.

Mas não são só as flores que são comestíveis. As suas folhas enquanto jovens entram bem em saladas e depois disso, se maduras e mais rugosas, têm em infusão diversas aplicações fitoterapêuticas , sendo indicadas no combate a bronquites, resfriamento e tosse.

Dos muitos usos que é possível dar á borragem, e que é possível descobrir em diversos livros e publicações, fazemos ainda referência a um que Miguel Boieiro partilha no seu livro "Plantas para curar e comer" num texto dedicado a esta espécie:  o de cataplasma  como máscara de limpeza da pele, ao jeito dos feitos com pepino e iguais resultados ao limpar e tonificar a pele.

De referir por fim que a sua germinação não apresenta quaisquer dificuldades e, uma vez em planta e para melhor desenvolvimento, apenas é necessário não lhe faltar com água!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Borragem


Quase a terminar o mês e depois de um fim-de-semana fustigados por uma frente fria, como já não sentíamos há anos, relembramos hoje mais uma espécie silvestre autóctone e que já está em floração em muitos sítios. E que nos recorda que, por muito duros que sejam estes dias, a Primavera se aproxima inexoravelmente.

Um alento para os mais incrédulos, mas não só. A borragem é planta para vários fins, a começar pelo seu lado estético. As suas flores em formato de estrela, de singulares tons azuis, são além de inegavelmente bonitas, comestíveis podendo ser utilizadas em saladas seja pelo elemento decorativo seja pelo seu travo picante.

Mas não são só as flores que são comestíveis. As suas folhas enquanto jovens entram bem em saladas e depois disso, se maduras e mais rugosas, têm em infusão diversas aplicações fitoterapêuticas , sendo indicadas no combate a bronquites, resfriamento e tosse.

Dos muitos usos que é possível dar á borragem, e que é possível descobrir em diversos livros e publicações, fazemos ainda referência a um que Miguel Boieiro partilha no seu livro "Plantas para curar e comer" num texto dedicado a esta espécie:  o de cataplasma  como máscara de limpeza da pele, ao jeito dos feitos com pepino e iguais resultados ao limpar e tonificar a pele.

De notar por fim que é uma planta melífera, muito apreciada pelas abelhas que têm no seu néctar um dos primeiros alimentos frescos do ano!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Azurea




 Anchusa azurea

Com uma foto descaradamente copiada do portal flora-on ( espero que quer a SPB quer o seu autor deixem passar o abuso), o post de hoje é sobre uma pequena preciosidade normalmente catalogada de "erva". 

Quem, como eu, for com atenção às bermas da estrada com certeza que já se deparou com ela. A tonalidade do seu azul-violeta não é vulgar e sobressai seja pela luminosidade seja pelo contraste que provoca ao aparecer no meio do verde de outras ervas e num lugar em que nunca imaginaríamos.

A Anchusa azurea, é uma herbácea perene vivaz, da familia das Boraginaceae, a mesma família da borragem e que em Portugal tem 15 géneros conforme se pode constatar aqui . Aparece normalmente "em bermas, baldios e em locais algo perturbados" e pode ser conhecida pelos nomes vulgares de buglossa, borragem-bastarda ou língua-de-vaca. Tudo nomes que não deixam antever a cor das suas flores. 

E se elas ficam fica bem num qualquer canteiro!

E ficam porque se nós não lhe damos muita atenção os ingleses, mais perspicazes, apuraram variedades para uso ornamental, como é exemplo a  variedade "Loddon Realista"que alcançou um prémio da Royal Horticultural Society.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Borragem

Borago officinalis

Das plantas que na ultima entrada vos falávamos, e que já é possível admirar em pleno Inverno, elegemos a borragem, a primeira planta anual sobre a qual colocamos a atenção neste blogue. De discretas mas sofisticadas flores azul-violeta  em forma de estrela é uma planta que quase passa despercebida a muitos de nós. E isto apesar de se encontrar relativamente bem disseminada pelo nosso território. 

A borragem, ou Borago officinalis,  é uma planta anual que pertence à família das boraginácias (Boraginaceae) - Uma família que tem outras plantas que vos mostraremos em posts futuros. Não é exigente ao nível do solo, pelo contrário prefere-os pobres, e requer apenas que o sitio seja bem drenado.

De folhas rugosas e caules cobertos por pêlos tem na medicina popular diversas aplicações para as infusões feitas a partir das suas folhas, eficazes em tosses bronquites  gripes e constipações. Mais recentemente as suas folhas e flores ganharam aplicações culinárias. As primeiras pelo seu leve sabor a pepino, as segundas em saladas pelo efeito decorativo e travo picante. Um regalo para os olhos a provar que estes também comem. E se, por sorte, uma das sementes originar uma planta de flores brancas teremos a salada perfeita.

As suas sementes podem ser semeadas no início da Primavera a uma temperatura de 16º a 20º C. germinam entre uma a duas semanas e no inicio do Outono podem ser transplantadas para os locais definitivos. Depois de crescerem e florirem, as sementes que for deixando cair garantirão a sua auto-propagação nos anos seguintes.
sementes de Borago Officinalis