quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sementes de Portugal em modo Natal!

A 20 dias da noite de Natal, as Sementes de Portugal entram em modo de Natal.

Serão 20 dias vertiginosos, entre as compras, os jantares de amigos e de trabalho, as visitas à familia e os preparativos para a ceia. E para nós são uma das melhores oportunidades para fazermos parte do Natal de muitas das pessoas que nos seguem e acompanham o nosso projecto de valorização da flora autóctone!


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

As sementes de Portugal estão no Cantinho das Aromáticas





A ideia de divulgar os sitios onde estão as Sementes de Portugal cumpre sempre vários propósitos. Compreensivelmente o objectivo principal é o de promover a venda dos nossos pacotes de sementes autóctones. Mas não escondemos de que gostamos de divulgar os espaços onde é possível encontrar-nos. Em regra são sitios e projectos de que gostamos e com os quais nos identificamos. 

Muitos desses locais são projectos também na sua fase inicial e aos quais nos queremos associar desde primeiro momento. Mas outros, pelo crédito que já alcançaram ou pelo caminho que já percorreram, são evidentemente a possibilidade de aparecermos junto dos melhores.

E o Cantinho das Aromáticas, na Quinta do Paço, em Gaia, é um desses projectos inspiradores onde, para nossa satisfação, estamos desde o primeiro momento. O trabalho do Luís Alves e da sua equipa dispensa perfeitamente estas linhas, mas quem, como nós, conhece o cantinho das aromáticas há vários anos, não consegue ficar indiferente. 

Em poucos mais de 10 anos, uma quinta historica de portas abertas e ao nível (melhor, até!) do que se faz noutros paises como França ou Inglaterra; Produtos inovadores que há 10 anos não existiam e que hoje são reconhecidos fora de Portugal como de qualidade superior e, mais relevante ainda, um exemplo inspirador para inúmeros novos projectos que têm nascido um pouco por todo o país, a provar que fazer diferente é possível!

Projectos inspirados e nos quais de certa forma nos incluímos orgulhosamente, pois quando as sementes de Portugal ainda se encontravam numa fase muito inicial de pré-germinação, contaram desde cedo com o entusiasmo e o apoio do Luís Alves.

Dito isto é compreensível que tenhamos uma enorme satisfação em estarmos no Cantinho. E que não poupemos nas palavras a recomendar uma visita à Quinta do Paço. Todos os dias são bons para o fazer, mas amanhã, quinta-feira, há motivos acrescidos : a possibilidade de participar na colheita de perpétuas.

Para isso basta enviar um email para geral@cantinhodasaromáticas.pt ou simplesmente aparecer. A colheia começa pelas 10 da manha e prolonga-se durante o resto dia. Um bom programa para quem está no Porto e a pensar perder a tarde num centro comercial fechado!

No final poderão ainda saborear uma infusão na loja onde, além das nossas sementes, é possível encontrar inúmeros produtos portugueses que primam pela qualidadede!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Conservação de sementes



No passado Sábado participámos em Seia no workshop dedicado ao tema da conservação de sementes.

Promovida pelo CISE (Centro de interpretação da Serra da Estrela) e pela Qualityplant, spin-off da Universidade de Coimbra dedicada à conservação de germoplasma , esta formação dirigida pelo Eng. Luís Rodrigues contou ainda com a presença do Sr. Arménio Matos, colector profissional do Jardim Botânico de Coimbra e que é, muito possivelmente, o colector português com maior conhecimento da nossa flora autóctone.

A conservação de sementes é inquestionavelmente uma das actividades cruciais que determinou o sucesso da sedentarização humana há cerca de 12.000 anos. Porém, e por incrível que pareça, é hoje um conhecimento que corre serios riscos de se perder, tal tem sido a facilidade com que as multinacionais do sector se apoderaram e monopolizaram o comercio de sementes.

No nosso projecto estamos centrados nas sementes de flora nativa, em regra pelo seu interesse ornamental e paisagistico, mas não somos indiferentes á temática das sementes livres, sobretudo de espécies alimentares. E como em matéria de conservação de sementes os principios e as boas técnicas são as mesmas, contamos poder contribuir positivamente para um futuro em que quem quizer semear não tenha de pagar royalties sobre sementes patenteadas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Um embrulho de Natal by sementes de Portugal

O nosso gosto pela flora autóctone só é mesmo ultrapassado pela nossa vontade de lhe dar uma boa imagem, que é a que merece! E este Natal, para além de se poderem oferecer sementes da nossa flora nativa, será possível dá-los num inovador envelope-embrulho.

Seja nas lojas onde estamos ou directamente connosco via email, a quem comprar dois pacotes de sementes oferecemos o embrulho de Natal. Fácil de utilizar e ainda com um espaço para escrever de quem é e para quem são as sementes escolhidas.

Uma boa ideia de que gostamos muito e que só foi possível desenvolver em colaboração com a dupla de criativos que  trabalha connosco, Lina&Nando, do Porto,  e com a gráfica que produz o nosso material: A Gráfica da Batalha. Algo que nos deixa cheios de contentamento pois não é so das melhores sementes autóctones portuguesas que vive o nosso projecto. É também do trabalho dos melhores portugueses que temos: aqueles que todos os dias tentam dar o melhor de si. E é para eles também que vai o nosso obrigado!

Abaixo deixamos-vos o link para o catálogo de 23 espécies que este Natal dispnibilizamos no formato de pacote:

https://drive.google.com/file/d/0B9sKCKBDDsItSGctYkhxMW44cUk/edit



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Neste Natal oferece sementes de Portugal!


Estamos a um mês do Natal! Uma quadra de que gostamos particularmente e à qual queremos ficar associados de forma positiva. É verdade que se podem oferecer sementes em qualquer altura do ano, mas no Natal e numa época especialmente indicada para a sua germinação, presentear um pacote de sementes da nossa flora nativa é oferecer vida pronta a despontar.

E há 23 espécies por entre as quais se podem escolher as mais ajustadas para as pessoas de que gostamos.

Uma outra sugestão que temos é a de em vez da sua oferta, germinarmos nós mesmos as nossas espécies preferidas e oferecermos as plantas recém-nascidas: uma prenda de Natal económica e  plena de simbolismo!

sábado, 22 de novembro de 2014

Dia Nacional da Floresta Autóctone e o Projecto 100.000 árvores



Comemora-se amanhã o dia Nacional da Floresta Autóctone. É verdade que nas sementes de Portugal pretendemos valorizar o que é autóctone todos os dias, mas não poderiamos deixar de evocar a comemoração oficial da data, decretada há alguns anos pela nossa Assembleia da Républica.

Infelizmente, estas comemorações oficiais têm sempre um travo amargo de "descargo de consciência" do regime,  porque a mesma casa que aprova um dia consagrado à floresta autóctone não vislumbra nenhuma contradição quando alguns anos mais tarde aprova planos de expansão das monoculturas florestais, como a do eucalipto. Monoculturas essas que, nunca é de mais repetir,  avançam descaradamente pelo nosso território com a desculpa de estarem ao serviço de uma indútria exportadora. Mas que pouco mais gente beneficia que a da famíla Queiroz Pereira (detentora da participação maioritária da SEMAPA, holding que controla uma parte muito significativa das fábricas de pasta do papel e sucedâneos que operam em Portugal).

Daí que hoje importe mais olhar para quem está no terreno a provar que é sempre possível fazer diferente. E que, embora com alguns apoios públicos, o faz sobretudo com a energia de uma sociedade civil adulta. A provar que, querendo,  muita coisa pode ser feita sem se cair no desalento. 

Há vários projectos de que gostamos, mas há um que pela visão global e pela ambição nos faz sorrir mais: O projecto Futuro -100.000 árvores, que nos diversos concelhos da àrea metropolitana do Porto tem um plano de acção sistematizado para devolver  os bosques de àrvores autóctones à região.

Hoje foi dia de plantação de árvores na Serra de Santa Justa - até porque o mês de Novembro é perfeito para colocar árvores na Terra. Gostaríamos de ter divulgado antecipadamente, mas já fomos tarde. Porém, quem habita na região metropolitana do Porto não tem razões para ficar triste por ter perdido a oportunidade de participar. A agenda do projecto Futuro é extensa e já tem actividades previstas até à Primavera de 2015 nas quais qualquer um se pode inscrever como voluntário! 

Desde que o projecto se iniciou em Outubro de 2011 já se plantaram cerca de 30.000 árvores. Há pois ainda muitas árvores para plantar até chegarmos às 100.000. Não falta muito, mas quanto mais voluntários houver mais cedo será possivel acrescentar um zero ao projecto! Difícil? Ambicioso!?! Mas porque não!?!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mata Nacional do Vimeiro




Ontem participámos em mais uma saída de campo da Lirium - Aromaticas, desta vez na Mata Nacional do Vimeiro, Alcobaça, com a atenção voltada para os fungos e cogumelos que nesta altura do ano têm a sua época de glória.

Claro que as saídas de campo da Lirium nunca são apenas sobre um aspecto em particular e versam sempre sobre muitos e diversificados temas. Tantos quanto a Natureza e o Homem em acção provocam nos diferentes participantes que em cada saída se dispõem a partilhar o que vão sabendo.

E a Mata Nacional do Vimeiro é um desses sítios perfeitos para ocupar uma manhã de um Domingo de Novembro. A começar pela designação do espaço. Uma Mata Nacional. Vá lá saber-se porquê, mas numa época em que o Estado se evapora de todo o lado, a expressão Mata Nacional transporta-nos ainda e sempre para o território seguro de um País a sério, com uma administração organizada e que até tem matas nacionais!  

É certo que para a grande maioria de nós, as matas nacionais são coisas vagas, quase lendas medievais. Alguns conhecem ou ouviram falar do Pinhal de Leiria, eventualmente por ser o maior, mas a grande maioria, urbana ou não, desconhece que no seu património privado, o Estado tem a responsabilidade de inumeras propriedades, umas matas nacionais, outras perimetros florestais, outras simples propriedades agro-florestais. Com alguma paciência é possivel chegar ao mapa de todos esses espaços, disponível no site do ICNF, mas não se espere encontrar muita informação. Os recursos para tomar conta deles não são muitos e, em sintonia, não convém fazer grande publicidade aos mesmos.

Sucede que esta Mata Nacional do Vimeiro não é uma mata qualquer. É uma floresta que já o é há alguns séculos e que não foi indiferente aos que por cá andaram antes de nós.

Para começar convém dizer que apesar da passagem dos séculos e do uso que o Homem fez dela, conserva ainda muitas das espécies autóctones que espontaneamente a Natureza atribuiu a este território a Oeste da Serra dos candeeiros.

Fazendo parte desde o século XII  dos coutos da Abadia cistercience de Alcobaça, mais concretamente do couto do Vimeiro, esta propriedade de cerca de 100 hectares foi sabiamente preservada pelos monges como a reserva florestal mais significativa dos seus domínios, que, refira-se chegaram a totalizar cerca de 500 km2. Como é sabido, os monges de cister foram hábeis agricultores, mas nem tudo teve de ser arroteado e desbravado para campos de cultivos, e esta floresta foi deliberadamente preservada.

E assim se manteve durante quase 700 anos, como propriedade dos monges de Alcobaça. Até 1833, ano em que o decreto de extinção  das ordens religiosas masculinas e consequente nacionalização dos seus bens, a fez transitar para a posse do Estado. Por razões que não aprofundámos, escapou á sanha das hastas públicas e nunca chegou a ser alienada.

De 1833 até aos dias de hoje ainda lhe sucederam mais factos relevantes e nem sempre das melhores, mas alguns a pedirem para serem mais averiguados, como o facto de Vieira Natividade, um dos agrónomos portugueses mais ilustres do inicio do Século XX, aí ter instalado um viveiro e um campo de experimentação de sobreiros.

É certo que hoje a mata sofre de alguns problemas, as acácias proliferam e as construçoes estão arruinadas. Poderia e deveria estar mais cuidada. Porém,  apesar de tudo, os carvalhos-cerquinhos centenários lembram que o essencial não está perdido e que o futuro pode sempre reservar novo esplendor para um dos legados dos monges de cister. A sua floresta. Existe e pode ser usufrida por todos os que dela se quiserem aproximar.

E para nós, que além do passeio  de ontem, a frequentamos com alguma assiduidade na colheita de algumas das nossas sementes, é uma das Matas Nacionais que convém visitar pelo menos uma vez!