quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Floresta comum: colheita de sementes de carvalho-cerquinho em Ariques



Como escrevemos há algum tempo atrás, se há estação pouco monótona, essa estação é o Outono! É uma excelente altura para semear, mas também para colher. E se no âmbito do projecto sementes de Portugal há muito trabalho em mãos, também não queríamos perder a oportunidade de contribuir voluntariamente como colectores do projecto floresta comum da Quercus!

Nesse sentido e sob a égide da Quercus, associámo-nos com o João Forte, promotor do blogue Azinheiragate, dedicado à defesa do Natureza, Património e Cultura das terras de Sicó e Alvaiázere, e vamos organizar conjuntamente uma colheita de bolotas (landes; como são referidas pelas populações locais) de carvalho-cerquinho, ou carvalho-português, como também é popularmente conhecida esta espécie, autóctone do nosso território, Quercus faginea.

Será no próximo Sábado dia 25 de Outubro, com ponto de encontro nos Bombeiros Voluntários de Ansião pelas 10.00. 

O local onde irá decorrer a colheita, a alguns quilómetros, é simplesmente uma preciosidade desconhecida do nosso património. Cercais ( que é o nome dos bosques de carvalho cerquinho) e Azinhais no sopé da vertente ocidental da serra de Alvaiázare, que fazem parte da rede natura e que são um bom exemplo do que é, isso sim, uma floresta! Não de uma floresta virgem mas de uma floresta em que o Homem soube integrar-se em harmonia, dela tirando partido numa perspectiva sustentável e de longo-prazo. E que é fundamental conhecermos,  para de uma vez por todas pararmos de chamar floresta às monoculturas de eucalipto (nomeadamente!).

Só por isso vai valer a pena irmos até Ariques. Depois ainda há a mais valia de João Fortes estar connosco. Ninguém conhece Alvaiázere como ele e os conhecimentos que tem enquanto geógrafo e geólogo vão ajudar-nos a perceber a importância de preservar e usufruir destes territórios.

As inscrições podem ser feitas  junto de nós ou do João Fortes até ao dia 23, quinta-feira, pelas 18.00. De referir que a ideia é fazermos um pequeno piquenic no local e de que a Quercus realizará um seguro para todos os participantes.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sementeiras de Outono com a Sigmetum


Há pouco menos de um ano fizemos as primeiras experiências de germinação e este ano voltámos a semear com a Sigmetum

Para além do enorme privilégio que é poder contarmos com a ajuda e experiência de uma equipa pioneira na produção de plantas autóctones em Portugal, estas sementeiras são para nós de extrema importância. Não só irão possibilitar-nos um melhor conhecimento do processo de germinação de diferentes espécies, como também comprovar a qualidade germinativa das nossas sementes.

Mas a experiência não se esgotará por aqui. Uma vez germinadas, muitas plântulas continuarão a ser acompanhadas  pela Sigmetum no seu trabalho de exploração e experimentação do potencial ornamental da nossa flora autóctone!

Ao longo dos próximos meses contamos partilhar convosco a evolução das diferentes sementeiras.

domingo, 12 de outubro de 2014

Chegou o tempo de semear!

Existem Outonos melancólicos!? É possível, mas se nos focarmos no que nos rodeia é improvável que o sejam. Nem melancólicos nem monótonos. Pelo contrário, sao quase três meses ( dois, se descontarmos a azáfama das compras de Natal), em que não há mãos a medir. 

Não só é a altura em que muitas sementes e frutos da época têm de ser colhidas. É também uma das melhores alturas para deitarmos as sementes à terra e testemunhar que a temperatura e a humidade destes meses são as adequadas para a germinação das sementes.

O nosso projecto aposta em diversas novas perspectivas. A mais importante, é a de que é possível devolver a todos nós a flora autóctone. Uma outra, não menos importante, é a de dessacralizar o acto de semear. De facto requer alguns conhecimentos, mas nada que um pouco de amor e bom-senso não ultrapassem. Semear é preciso e é possível!

Com a ajuda da dupla Lina&Nando, criativos da imagem do nosso projecto, criámos um medalhão a colocar junto dos expositores das nossas sementes. Não é que ele não seja já suficientemente bonito, mas nesta matéria todas as armas de promoção são necessárias e bem vindas!

Ao longo dos próximos dois meses iremos partilhar convosco algumas das coisas que temos vindo a fazer ou que já planeámos fazer. Desde colheitas de sementes até a algumas sementeiras. Como verão, tudo coisas ao alcance de qualquer um de nós. Mesmo que vivamos num apartamento. E que só por distracção deixámos de fazer. 

Afinal de contas, se pensarmos que o Homem se relaciona com a Natureza há largas dezenas de milhar de anos e de que a revolução agrícola teve início há 10.000 anos, não serão os últimos 50 anos de urbanização e "insensata" hiper-especialização,  que nos podem impedir de colher, semear e germinar sementes! Está nos nossos genes!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

As sementes de Portugal estão em Ponte de Lima


Se Tavira tem uma ponte romana linda, o que dizer da de Ponte Lima! Mais não houvesse e a ponte medieval de Ponte de Lima já justificava plenamente uma visita. Só que há muito mais para ver e admirar naquela que é conhecida por ser a vila mais antiga de Portugal. 

No coração do Minho, Ponte de Lima é paragem obrigatória. Um centro histórico impecável que não descurou o avançar do tempo e uma terra que percebe bem a importância do que a rodeia. O Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, a paisagem protegida, de iniciativa municipal, das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos, assim como os inúmeros jardins que existem na vila, como o do Parque Temático do Arnado, na margem direita do rio Lima, são apenas alguns dos pontos de visita obrigatória. E que são um bom exemplo de como um município pode ter uma politica e uma estratégia ambiental.

Mas Ponte de Lima não compete só por ser a vila mais florida de Portugal. Tem nos seus genes ser uma terra rica de humanidade, que se revela no seu imenso património cultural, nas suas tradições e no seu artesanato. E nesta matéria não temos duvidas: A melhor e mais bonita loja de artesanato de Ponte de Lima e do Minho é a Loja do Pote. 

Depois de um passeio por Ponte de Lima e arredores, e de um café numa das esplanadas do Largo de Camões, a passagem pela loja do Pote é incontornável para todos os que pretenderem levar consigo um pouco do que é genuíno desta terra! 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

As sementes de Portugal estão em Tavira


Quem já visitou o Algarve sabe da dificuldade em encontrar lojas que saiam do tradicional registo da casa-do-souvenir e do sortido das bolas de praia, budas de plástico, óculos-de-sol, espanta-espíritos dos Andes e toalhas-de-praia. 

Mas as coisas estão a mudar e já é possível depararmos-nos com novas lojas um pouco por todo o Algarve que procuram mostrar o que de melhor fazemos e que têm um cuidado especial na sua apresentação. Uma dessas lojas, e na qual estão as nossas sementes, é a Casa das Portas.

Na realidade a Casa das Portas, são três espaços, muito próximos entre si e que se situam na margem esquerda do Rio Gilão, junto ao início da ponte romana. E se Tavira não necessita de muitas linhas para explicar o quanto deve ser visitada, (senão é a cidade mais bonita do Algarve, é de certeza do sotavento algarvio), as lojas Casas das Portas também não. Aliás, passa-se na rua e pressente-se facilmente que é uma loja especial!

O que começou como uma galeria de Jane Gibbin, uma Galesa que se apaixonou pelo Algarve há cerca de 10 anos, dedicado à fotografia e às portas e janelas de Tavira, evoluiu nos últimos anos para três espaços com alma, onde é possível encontrar os mais diferentes objectos de Portugal e não só. Que partilham todos a mesma característica: além de bonitos são objectos provenientes do comércio justo. E como escrevem no seu site: objectos que " acima de tudo, têm uma beleza que dá vontade de admirar". O que é mesmo verdade!




domingo, 28 de setembro de 2014

As sementes de Portugal estão no Parque Biológico de Gaia


Escolhermos por onde começar a divulgar onde estão as nossas sementes, é quase tão difícil como escolher quais as espécies da nossa flora nativa que gostaríamos de evidenciar. Mas no caso do Parque Biológico de Gaia não não é difícil concluir que teria de ser um dos primeiros.

É possivelmente a instituição que em Portugal há mais tempo e de forma consistente tem, no terreno, trabalhado para a recuperação e preservação de espaços naturais e para a educação ambiental. E que fez com que Gaia possua simplesmente a política de preservação ambiental mais desenvolvida do nosso país.

É que hoje, o Parque Biológico de Gaia vai muito para além do espaço de 35 hectares que lhe serve de sede em Avintes. Inclui também a pioneira reserva natural do estuário do Douro ( de iniciativa inteiramente municipal), inclui o parque botânico de Crestuma, o cordão dunar e o parque da Lavadeira.

Espaços que preservam o essencial dos valores ambientais mas também culturais, como é o caso do Parque Biológico propriamente dito onde a par dos valores naturais se preserva a memoria do uso ancestral que as actividades humanas foram dando de forma harmoniosa ao vale do rio Febros, 

Quem tem filhos necessita obrigatoriamente de visitar o Parque Biológico de Gaia, mas quem não tem também. Além de excelentes instalações de acolhimento, o percurso de cerca de 3 km, por entre casas rurais, moinhos espigueiros, carvalhais e o rio Febros transportam-nos rapidamente para um tempo em que a nossa relação com o que nos envolve era bem menos agressiva que nos dias de hoje. E que convém não esquecer!

E como não há obra sem homens, uma palavra que para nós é sempre devida a todos aqueles que trabalham no Parque Biológico e que liderados pelo Eng. Nuno Gomes Oliveira provam que um sonho se pode concretizar com vontade todos os dias.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Os nossos catálogos de sementes

Catálogo de pacotes de sementes autóctones, disponível aqui.

A par do nosso catálogo geral de sementes, e cuja nova edição de 2014-2015 daremos a conhecer em breve, disponibilizamos desde o início do Verão um catálogo de pacotes de sementes das nossas espécies autóctones favoritas. Contendo neste momento 23 espécies, mas às quais juntaremos em breve mais algumas, não escondemos o quanto nos orgulhamos dele.

São 23 espécies tão distintas como o cardo-leiteiro, a murta, o medronheiro, a chicória ou a arruda. 23 espécies que para além das inegáveis qualidades ornamentais e estéticas pertencem ao nosso imaginário colectivo, que fazem também parte da nossa identidade cultural e que hoje é possível encontrar em cerca de 40 sítios de Norte a Sul de Portugal.

E são 40 sítios de que nos orgulhamos igualmente e muito. Não só por terem aceite de forma pioneira associar-se ao nosso projecto de valorização da nossa flora espontânea, mas por serem lojas, projectos  e instituições que trabalham e se esforçam todos os dias  para, nas áreas respectivas, apresentarem o que de melhor se faz em Portugal.  E com os quais nos identificamos. Pelo amor que colocam no que fazem e por acreditarem que é possível fazer bem. Sempre.

Já aqui apresentámos alguns sítios com as lojas da Vida Portuguesa e da Fundação de Serralves, mas nos próximos posts iremos dedicar-nos a dar-vos a conhecer todos os espaços fantásticos que, de Ponte de Lima a Tavira, passando pelo Porto, Lisboa e tantas outras localidades, vale a pena visitarem. Mesmo que não seja para comprar as sementes de Portugal!